30,02 METROS | NÍVEL DO RIO NEGRO VOLTA A SUBIR EM MANAUS E BATE NOVO RECORDE
![]() |
Prédio da alfândega, no Centro histórico de Manaus, durante cheia de 2021. — Foto: Rebeca Beatriz / G1 AM |
Manaus registra a
maior cheia de sua história desde o início dos registros, em 1902.
16/06/2021 10h20
Após permanecer
estável nos 30 metros por nove dias e registrar até uma pequena baixa de um
centímetro, o nível do Rio Negro voltou a subir em Manaus.
Nesta quarta-feira
(16), o nível do rio chegou aos 30,02 metros. É a maior marca da história desde
o início dos registros, em 1902.
De acordo com o
boletim da Defesa Civil, em todo o Amazonas, mais de 455 mil pessoas foram
atingidas pela cheia.
Prejuízos na capital
Em Manaus, foram
construídos 10 mil metros de pontes e passarelas em 20 bairros da capital
Amazonense, segundo informações da Defesa Civil.
Em diversos pontos, a
circulação de pessoas ocorre somente por meio de passarelas. O centro histórico
registra vários pontos de alagamento. A Praça do Relógio e o prédio da
Alfândega estão entre os locais mais atingidos.
A água do rio Negro
também invadiu o local onde funcionava a mais tradicional feira da capital, a
Manaus Moderna. Como isso, os feirantes foram transferidos para uma balsa.
Comerciantes relatam prejuízos. Lojistas tiveram os estabelecimentos alagados,
mesmo com as contenções para impedir a entrada da água.
A previsão do Serviço
Geológico do Brasil (CPRM) era que o rio chegasse à cota máxima de 30 metros A
expectativa é que, agora, o nível do rio comece abaixar. De acordo com o órgão,
abaixo dos 27 metros o nível do rio é considerado patamar normal para a cheia.
Maiores cheias do Rio
Negro
2021 - 30,02 m
2012 - 29,97 m
2009 - 29,77 m
1953 - 29,69 m
2015 - 29,66 m
1976 - 29,61 m
2014 - 29,50 m
1989 - 29,42 m
2019 - 29,42 m
1922 - 29,35 m
2013 - 29,33 m
Cidades em situação
crítica
Em praticamente todo
o Amazonas, a cheia causa inundações e prejuízos. De acordo com dados da Defesa
Civil, mais de 400 mil pessoas estão afetadas. Das 62 cidades, 48 estão em situação
de emergência.
Em Parintins, por
exemplo, o Rio Amazonas já registra a maior cheia da história. Ruas principais
da cidade registram pontos de alagamento. Nas comunidades rurais, produtores
contabilizam perdas de safras inteiras por conta da inundação das produções.
Em Itacoatiara, o
nível do Rio Amazonas baixou para 15,12 metros, segundo o boletim da Defesa
Civil divulgado neste sábado (12). Neste ano, o rio atingiu uma marcar recorde
de 15,20 metros, a maior já registrada na história da cidade. Apesar da descida
no nível do rio, vários bairros da cidade estão com as ruas inundadas desde o
mês de março. Por conta disso, comerciantes relatam aluguéis atrasados e
mercadorias estragam em contato com a água.
Em Manacapuru, na
Região Metropolitana, a cheia também é considerada histórica. O Rios Solimões
atingiu a marca de 20,82 metros, superando em quatro centímetros o recorde de
2015.
Já em Anamã, a
situação é ainda mais crítica. O município, a 165 quilômetros de Manaus,
recebeu uma balsa hospital para atender a população depois que a subida do rio
Solimões alagou o Hospital Francisco Salles de Moura e os atendimentos foram
suspensos. São 9.570 pessoas afetadas.
Fonte: G1 AM


Nenhum comentário:
Postar um comentário