SANTARÉM-PA | BEBÊ COM SÍNDROME DE DOWN RECEBE ALTA APÓS 12 DIAS INTERNADO COM COVID-19; 'MELHOR PRESENTE', DIZ MÃE
Vinícios de Oliveira, de 8 meses, foi transferido de Aveiro para o
HRBA em Santarém, onde ficou na UTI pediátrica. Na saída do hospital,
profissionais fizeram corredor de aplausos
Regada a vitória, uma luta que durou 12 dias chegou ao fim. Um
bebê de 8 meses com síndrome de Down recebeu alta médica depois da internação
na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI) para tratar Covid-19 no
Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, no oeste do Pará.
A alta na quinta-feira (6) foi marcada por muita emoção tanto por
parte da mãe quanto dos profissionais que acompanharam o pequeno Vinícios
Alexandre Gomes de Oliveira. Um corredor de palmas foi feito na saída da
unidade hospitalar.
Para a Vanessa Barbosa de Oliveira, de 22 anos, o dia das mães não
poderia ser mais significativo. “Melhor presente que vou ter. Agora estou bem
feliz, pois meu príncipe vai para casa. Ele é um guerreiro, um vencedor”,
disse.
Gravidade do caso
A família é natural do município de Aveiro, também no oeste
paraense, mas precisou ser transferida com urgência para o hospital em Santarém
que é referência em casos graves de Covid-19.
“É uma criança com diagnóstico clínico de Síndrome de Down. Ele
veio com a Covid na fase inflamatória e nessa fase entramos com alguns
medicamentos, pois havia risco de trombose e piora no quadro respiratório se
não fizesse o tratamento", explicou Daniel Calçado, pediatra e
intensivista na UTI Pediátrica do HRBA.
O médico ainda exalta o tratamento. "Ele respondeu muito bem,
tratou o tempo necessário e está de alta".

Profissionais fizeram homenagem ao bebê com síndrome de Down que venceu a Covid-19
De acordo com a mãe, Vinícios nunca tinha adoecido, foi a primeira
vez que precisou de atendimento médico. Ela ficou atenta aos sintomas
apresentados pelo filho.
“Ele começou ficando gripado, deu coriza e depois começou a ter
febre alta que não passava, busquei atendimento e fomos transferidos para
Santarém”, disse Vanessa, que dos 12 dias de internação, ficou seis dias sem
ver o filho diante das medidas sanitárias de segurança para Covid-19 nos
hospitais.
Esse período foi um dos mais difíceis enfrentados pela jovem mãe,
cheio de preocupação, medo, angústia e incertezas, mas tudo passou quando
chegou a notícia de que o teste confirmou que a criança já estava sem a doença.
"Quando cheguei aqui e vi ele alegre, brincando, foi uma felicidade"
“Depois que comecei a visitá-lo, observei que ele estava bem
melhor, porque quando internou estava bem cansado, só ficava quietinho na
cama”, comemorou Vanessa.
Mães profissionais na linha de frente
Enquanto não podia ficar ao lado do filho, Vanessa confiou às
outras mães os cuidados com o pequeno Vinícios. Profissionais da saúde se
revezavam no leito de UTI para cuidar do bebê.
“Ele conquistou o coração de todas elas. Depois que vi o cuidado
fiquei menos preocupada. Tem 50 mães aqui, elas cuidaram bem e foram
carinhosas, agradeço por terem cuidado do meu príncipe”, falou emocionada.

Bebê com síndrome de Down tinha quado grave de Covid, mas recebeu tratamento e depois alta médica
Thalia Vieira, técnica em enfermagem, foi uma das profissionais
que ficou mais tempo na assistência de Vinícios. Para ela, o reconhecimento de
Vanessa reforça o que sentem por cada um dos pacientes atendidos na UTI
Pediátrica.
“Esse cuidado é muito importante para as crianças, e a gente se
apega como se fôssemos realmente mães deles"
"Esse papel que assumimos é fundamental, é o cuidar, é o amar
a criança que passa por um período tão difícil. Eu não tenho filhos, mas sinto
como se tivesse. Não chega aos pés de amor de uma mãe, mas nos esforçamos ao
máximo”, compartilhou Thalia.
A humanização nos atendimentos multiprofissionais dentro da
unidade hospitalar faz a diferença durante o tratamento dos pacientes. "O
paciente Covid-19 não pode ter acompanhante e nossos profissionais entendem que
o cuidar vai além do atendimento em si, precisa de humanização, de acolhimento,
de carinho e de muito amor".
"O amor pode curar e esse é um dos segredos que empenhamos na
recuperação de nossos pacientes”, observou o diretor hospitalar, Hebert
Moreschi.
Fonte/Fotos: G1 Santarém – PA/ Ascom Pró-Saúde,
Divulgação


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