RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | TERÇA-FEIRA, 04 DE MAIO DE 2021
MANDETTA E TEICH: CPI DA COVID MIRA DOIS EX-MINISTROS DA SAÚDE
Após mais de 400 mil mortos em decorrência da
infecção pelo novo coronavírus, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da
Covid criada no Senado para investigar ações e omissões do governo Jair
Bolsonaro (sem partido) no decorrer da pandemia começa hoje com dois aguardados
depoimentos: a de ex-ministros da Saúde do atual governo.
Crítico à atuação do governo no enfrentamento da
pandemia, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta será o primeiro a depor a
partir das 10h. Ele ocupou o cargo entre janeiro de 2019 e abril de
2020.
Ao longo da última semana, os senadores de oposição
levantaram dados sobre a atuação do Ministério da Saúde e devem aproveitar as
críticas de Mandetta em relação ao uso de medicamentos sem comprovação
científica para o tratamento da covid, como ivermectina e hidroxicloroquina,
para atacar o governo.
Já a tropa de choque governista, em minoria na CPI,
só deve partir para a ofensiva caso Mandetta adote um tom incisivo contra
Bolsonaro.
Depois dele, será a vez de seu
sucessor na pasta, Nelson Teich, a partir das 14h. Antes de ser
questionado pelos senadores, ele deverá fazer uma breve explanação sobre seu
mandato.
A saída do governo se
deu por "desalinhamento" com o presidente Jair Bolsonaro (sem
partido) sobre a ampliação do uso da cloroquina e hidroxicloroquina, remédios
sem comprovação científica para o tratamento do coronavírus.
A defesa que Bolsonaro faz do uso desses remédios
deverá embasar os principais questionamentos de senadores da oposição
a Teich — que também se colocou contra um o decreto de Bolsonaro que
incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica entra as
atividades consideradas essenciais no período da pandemia.
Minoria na CPI, os senadores governistas devem
tentar minimizar o depoimento de Nelson Teich com base no pouco tempo
que o médico ficou à frente da pasta.
Justamente pelo fato de os ex-ministros terem virado
críticos de ações do governo federal nos últimos meses, senadores independentes
e da oposição, que são maioria na CPI, vão procurar revelar e reforçar
eventuais erros da gestão de Bolsonaro por meio de suas falas ao colegiado.
O QUE MAIS VALE A PENA SABER
- Impulsionamento de posts: a maior despesa de Carlos Bolsonaro na
eleição
- OAB deve sair em defesa de advogado que bateu boca com Toffoli
- PM mulher se cala por falta de apoio para denunciar assédio, diz
deputada
- Após licença, Câmara de SP vê mudança em relações e pautas
conservadoras
Fonte/Foto: Clarice Cardoso, do UOL, em São Paulo
|
|
|


Nenhum comentário:
Postar um comentário