BRASIL | PRIMEIRA URNA DE VOTO ELETRÔNICO AUDITÁVEL É CRIADA POR ENGENHEIROS FORMADOS NO ITA
Tecnologia de voto eletrônico auditável é apresentada pela primeira vez por engenheiros formados no ITA. O voto auditável sem papel vai garantir a transparência e a integridade dos resultados das urnas eletrônicas
Uma solução proposta por um grupo de engenheiros formados no ITA,
Instituto Tecnológico da Aeronáutica, vai viabilizar as auditorias
independentes após cada eleição, para confirmar a integridade dos resultados. O
grupo técnico quer colaborar gratuitamente para solucionar a polêmica do voto
impresso pelas urnas, que hoje divide políticos e eleitores no Brasil. Para
desenvolver o projeto a "Associação GRITA!", uma entidade sem fins
lucrativos, reuniu a equipe de engenheiros que vai seguir oferecendo novas
soluções tecnológicas para melhorias no sistema eletrônico de votação, sem
custos para a comunidade.
Guy Manuel, engenheiro que coordenou o processamento das eleições
no Paraná desde os anos 1980, é um dos idealizadores da associação. Ele afirma
que a proposta deste trabalho foi reunir especialistas da área tecnológica,
para colaborar voluntariamente com o desenvolvimento de soluções úteis para a
sociedade.
Sobre as atuais urnas eletrônicas, o engenheiro recorda como elas
foram projetadas: "Estas urnas foram criadas com uma tecnologia segura e
avançada na época. Porém, com o modelo atual da urna não é possível fazer uma
auditoria independente sobre os resultados, mesmo de forma estatística, após
uma eleição".
Voto eletrônico auditável já seria viável na eleição de 2022
A solução do voto eletrônico auditável poderá ser adotada já para
a eleição de 2022, garante o engenheiro: "A nova tecnologia que
apresentamos já foi estudada e aprimorada com o apoio do Tribunal Regional
Eleitoral do Paraná. E também foi apresentada ao TSE, Tribunal Superior
Eleitoral". Mesmo sendo uma tecnologia inovadora, sob a proteção de
propriedade intelectual, a equipe oferece gratuitamente todos os direitos de
exploração do sistema para o País e as suas instituições.
Guy Manuel complementa: "A arquitetura flexível das urnas
eletrônicas foi útil por 25 anos. Paralelamente, neste período, houve um grande
avanço nas auditorias de sistemas de informação e nas exigências da sociedade.
Isto foi realizado para garantir a transparência e a integridade dos resultados
em sistemas eletrônicos de votação. Quando a solução proposta pelo “GRITA!” for
implantada nas urnas eletrônicas atuais, irá responder de maneira simples ao
desafio de auditar os resultados de votação de forma segura e com o sigilo
total dos votos".
Cada voto será um documento eletrônico
Carlos Rocha, engenheiro que liderou o desenvolvimento e a
fabricação das primeiras urnas eletrônicas de 1995 a 1998, trabalhou ao lado de
Guy Manuel. Ele esteve na coordenação técnica do grupo de trabalho do voto auditável
impresso em documento eletrônico do “GRITA!”.
Rocha destaca a absoluta necessidade de preservar a integridade de
cada voto de forma individualizada: “Esta é uma urgência, aliada à grande
demanda da população para tornar viável o procedimento de auditoria
independente na apuração dos resultados das eleições. E para dar a esse
procedimento a publicidade necessária para garantir a transparência, que é
essencial a todo ato administrativo válido, como já estabelece a Constituição
Federal”.
Baixo custo com o aproveitamento das urnas eletrônicas já
existentes
O engenheiro Roberto Heinrich, que dirige a "Associação
GRITA!", explica que esta proposta vai continuar utilizando as urnas já
existentes, mas introduzindo a possibilidade de auditoria através da 'impressão
dos votos' de forma digital e certificada. E complementa: "É uma
tecnologia hoje amplamente usada pelos bancos, por exemplo, à qual o público já
está acostumado e confia. Tudo vai ser feito a um custo muito mais baixo,
ecologicamente sustentável, sem papel e sem impressoras mecânicas, sem
necessidade de manutenção ou transporte, ou mesmo de troca de todas as
urnas".
Auditoria independente após cada eleição
O engenheiro Francisco Medeiros, membro da equipe, diz que a
proposta representa uma evolução tecnológica, garantindo a auditoria do
processo eleitoral: "Poderemos aumentar a confiança dos eleitores com a
possibilidade de auditoria pós-eleição, garantindo a segurança e a
transparência através do uso de certificados digitais, mantendo sigilo total do
voto. Isso deve acabar com a polarização política sobre o tema. E poderá voltar
a posicionar o Brasil como líder mundial no processo eleitoral automatizado,
liderança que o País perdeu ao não incorporar as últimas tecnologias à sua urna
eletrônica". Além dos profissionais citados, também participaram do grupo
de trabalho os engenheiros Paulo de Geus e Vezio Nardini.
Debate do momento em Brasília
Uma grande movimentação para a impressão do voto em papel está
sendo liderada pela deputada Bia Kicis, autora da PEC do Voto Auditável
Impresso em Papel. A “Associação GRITA!” está procurando apresentar o seu novo
conceito de Voto Eletrônico Auditável ao Ministro Luís Roberto Barroso,
Presidente do TSE, Tribunal Superior Eleitoral, à Deputada Bia Kicis e aos
congressistas interessados, para oferecer esta solução de forma gratuita, como
uma contribuição à sociedade e ao avanço do processo democrático no Brasil.
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Fonte/Foto: Assessoria de Comunicação
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