RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | SEGUNDA-FEIRA, 26 DE ABRIL DE 2021
DOCUMENTO DO GOVERNO LISTA 23 ACUSAÇÕES SOBRE SEU
PAPEL NA PANDEMIA
Uma tabela distribuída pela Casa Civil da Presidência enumera
23 acusações frequentes sobre o desempenho do governo Bolsonaro no
enfrentamento à Covid-19. A coleta de dados do governo coincide com
a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de
Inquérito) da Pandemia no Senado, prevista para a próxima
terça-feira (27).
A tabela foi encaminhada por e-mail a 13 ministérios
para que cada um produzisse e enviasse uma resposta à Casa Civil até a última
sexta-feira (23). Cada ministério deveria dizer o que está fazendo ou o que fez
a respeito dos temas críticos. Como todos os assuntos citados pelo próprio
governo poderão ser alvo da Comissão, o trabalho da Casa Civil deverá funcionar
como material de defesa durante a investigação parlamentar.
O documento foi distribuído dentro do governo pela
SAM (Subchefia de Articulação e Monitoramento) da Casa Civil. "Dando
continuidade aos trabalhos iniciados na reunião situacional de ontem
[segunda-feira, 19 de abril], que contou com a participação de representantes
de alguns Ministérios, a Casa Civil realizará novas reuniões relacionadas às
ações executadas pelo Governo Federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19.
Neste sentido, será entregue em meio físico na Secretaria Executiva dos
Ministérios envolvidos o documento com temas selecionados no intuito de que
respondam, desde já, com as ações realizadas", diz a mensagem distribuída
na quarta-feira (21).
A tabela faz 23 afirmações e marca os ministérios
que deverão respondê-las. O tema "genocídio indígena" é o que
demandará a resposta de mais ministérios, num total de cinco. As afirmações
feitas pelo governo são as seguintes, na íntegra:
"1-O Governo foi negligente com processo de
aquisição e desacreditou a eficácia da Coronavac (que atualmente se encontra no
PNI [Programa Nacional de Imunização];
2-O Governo minimizou a gravidade da pandemia
(negacionismo);
3-O Governo não incentivou a adoção de medidas
restritivas;
4-O Governo promoveu tratamento precoce sem
evidências científicas comprovadas;
5-O Governo retardou e negligenciou o enfrentamento
à crise no Amazonas;
6-O Governo não promoveu campanhas de prevenção à
Covid;
7-O Governo não coordenou o enfrentamento à pandemia
em âmbito nacional;
8-O Governo entregou a gestão do Ministério da
Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização do MS);
9-O Governo demorou a pagar o auxílio-emergencial;
10-Ineficácia do PRONAMPE [programa de crédito];
11-O Governo politizou a pandemia;
12-O Governo falhou na implementação da testagem (deixou
vencer os testes);
13-Falta de insumos diversos (kit intubação);
14-Atraso no repasse de recursos para os Estados
destinados à habilitação de leitos de UTI;
15-Genocídio de indígenas;
16-O Governo atrasou na instalação do Comitê de
Combate à Covid;
17-O Governo não foi transparente e nem elaborou um
Plano de Comunicação de enfrentamento à Covid;
18-O Governo não cumpriu as auditorias do TCU
durante a pandemia;
19-Brasil se tornou o epicentro da pandemia e
'covidário' de novas cepas pela inação do Governo;
20-Gen Pazuello, Gen Braga Netto e diversos
militares não apresentaram diretrizes estratégicas para o combate à Covid;
21-O Presidente Bolsonaro pressionou Mandetta e
Teich para obrigá-los a defender o uso da Hidroxicloroquina;
22-O Governo Federal recusou 70 milhões de doses da
vacina da Pfizer;
23-O Governo Federal fabricou e disseminou fake news
sobre a pandemia por intermédio do seu gabinete do ódio."
Segundo a tabela da Casa Civil, o Ministério da
Saúde deveria responder a todos os itens, com exceção do 9, 10 e 11. O MCTI
(Ciência e Tecnologia) responderia aos itens 1, 7, 9, 19 e 20. O MRE
(Ministério das Relações Exteriores) cuidaria dos itens 1, 11 e 13. O MD
(Defesa) ficou responsável pelos itens 5, 7, 8, 15 e 20. O MCOM (Comunicações)
ficou com os itens 6 e 17.
A AGU (Advocacia Geral da União) deveria responder
aos itens 7, 18 e 23. O ME (Economia) ficou com as afirmações 8, 9, 10, 14 e
18. A Segov (Secretaria de Governo) deveria esclarecer os itens 9, 11, 12, 14,
16, 17, 19 e 20 - depois do Ministério da Saúde, foi a mais sobrecarregada com
a tarefa das respostas. O Ministério da Cidadania ficou com os itens 9 e 10.
O MJSP (Justiça e Segurança Pública) deveria
responder aos itens 9 e 10. O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) ficou
com dois temas, 15 e 23. O MMFDH (Mulher, Família e Direitos Humanos) abordaria
um tema, de número 15. A CGU (Controladoria Geral da União) também ficou com
uma área, a de número 18.
No final da tarde deste domingo (25), após a
divulgação da lista pela coluna, o ministro da Casa Civil, o general
da reserva do Exército Luiz Eduardo Ramos, confirmou à colunista do UOL Carla
Araújo a existência do documento e disse as respostas vão
ajudar na defesa do governo na CPI da Pandemia no Senado.
Oscar 2021: Fique por dentro da principal premiação do cinema
Melhor filme, melhor atriz e melhor direção. "Nomadland" levou três
estatuetas nas principais categorias do Oscar e sai como o
grande vencedor da noite, na primeira edição da premiação que acontece durante
a pandemia.
O filme de Chloé Zhao concorria em
seis categorias e superou até mesmo o mais indicado da noite,
"Mank", que disputava dez prêmios e só levou dois, fotografia e
direção de arte, considerados técnicos.
A diretora chinesa ainda fez história como
a primeira asiática a ganhar uma estatueta de melhor direção. Ela também foi
apenas a segunda mulher premiada na categoria em 93 anos de prêmio (Kathryn
Bigelow levou em 2010 por "Guerra ao Terror").
Destaque também para a protagonista Frances McDormand,
que também fez as vezes de produtora do longa. A atriz idealizou o filme depois
de ler o livro homônimo de Jessica Bruder e convidou Chloé Zhao para roteirizar
e dirigir "Nomadland". Com o trabalho, levou para casa o quarto Oscar
da carreira.
O Oscar de melhor ator é de Anthony Hopkins por
"Meu Pai". Interpretando um idoso com demência, o ator britânico de
83 anos superou o favorito Chadwick Boseman, já que a maioria das apostas dava
como certa a vitória póstuma para o ator de "A Voz Suprema do
Blues", que morreu no ano passado aos 43
anos.
CORONAVÍRUS NO BRASIL
- Brasil já tem mais mortes por covid-19 em 4 meses
de 2021 do que em 2020
- Covid: Estudo do Ipea liga mortes da 2ª onda à
demora em adotar restrições
- Maceió suspende vacinação da 2ª dose da CoronaVac
por falta de imunizantes
- Nota da gestão da pandemia no Brasil é menos zero,
diz médico de Israel
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Fonte/Foto:
Robson Santos, do UOL, em São Paulo


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