RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | SEGUNDA-FEIRA, 19 DE ABRIL DE 2021
PLANALTO TENTA BLINDAGEM EM CPI, E SENADORES MIRAM FRAGILIDADES DO GOVERNO
O Palácio do Planalto já avalia como tentar se
blindar de acusações de eventuais omissões ao longo da pandemia na CPI da Covid, enquanto os
senadores de oposição ou tidos como mais independentes miram as fragilidades do
governo Jair Bolsonaro (sem
partido) nos últimos meses.
Os 11 senadores que vão compor a CPI (Comissão Parlamentar de
Inquérito) foram anunciados e, em tese, a lista é desfavorável ao
governo. O Planalto articula para emplacar um dos nomes menos
críticos a Bolsonaro na presidência e na relatoria do colegiado, mas isso ainda
não está fechado. Essa composição será decidida no voto entre os membros na
primeira reunião da CPI, ainda sem data certa.
Até sexta (16), uma composição defendida por parte
dos senadores era por Omar Aziz (PSD-AM) presidente, tido como
independente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP),
autor do requerimento de criação da CPI, como vice-presidente, e Renan Calheiros (MDB-AL), na
relatoria.
Ofensiva do governo
Uma das principais linhas de frente do governo na
CPI deve ser a de apontar o mau uso de verbas federais repassadas a estados e
municípios para tirar o foco da atuação do Ministério da Saúde e do discurso
negacionista de Bolsonaro durante a maior parte da crise sanitária.
O Planalto estuda, inclusive, mobilizar um grupo de
servidores para mapear a destinação desses recursos, e questionar se a falta de
infraestrutura nas redes hospitalares, de medicamentos e insumos para a
intubação de pacientes e da eventual vagareza na aplicação de vacinas não é
culpa de ações tomadas por governadores e prefeitos. Ou seja, buscar
terceirizar qualquer possível culpa.
Uma preocupação é quanto ao impacto negativo da CPI
às pretensões de Bolsonaro de se reeleger em 2022, ainda mais com o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de volta ao cenário.
Alguns dos principais alvos do
governo federal deverão ser os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB),
do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e da região Nordeste, como Rui
Costa (PT), da Bahia, Camilo Santana (PT), do Ceará, e Flávio Dino (PCdoB), do
Maranhão.
Há a intenção ainda de atuar junto a senadores
considerados de oposição a governadores desafetos do Planalto. Nesta estratégia,
o governo utilizaria a influência dos políticos nos respectivos estados para
amplificar a visibilidade dos eventuais problemas encontrados na aplicação dos
recursos federais.
Por outro lado, além do ataque, o Planalto deve
reunir dados avaliados como positivos para municiar os governistas na CPI.
Buscarão ainda ressaltar discursos de governadores
tidos como agradecidos a Bolsonaro, como Mauro Carlesse (PSL), do Tocantins.
Enquanto isso, senadores de oposição ou tidos como
mais independentes pretendem investir no que enxergam como fragilidades do
governo federal, como o discurso negacionista de Bolsonaro.
PANDEMIA DA COVID-19 NO BRASIL
- Sem máscara, bispa Sônia prega a 500 fiéis em
igreja reaberta hoje em SP
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abaixo de 50 anos, alerta FNP
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Fonte/Foto:
Robson Santos, do UOL, em São Paulo
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