RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | QUARTA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2021
COMO A CPI DA COVID PRETENDE GARANTIR A PRESENÇA DE
PAZUELLO E OUTROS GOVERNISTAS INVESTIGADOS?
Um dos principais acontecimentos políticos em meio à pandemia, a
CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid adotou uma estratégia para
garantir a presença do ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o atual,
Marcelo Queiroga, e outros investigados governistas: eles serão convocados como
testemunhas.
O general Pazuello é considerado um dos principais alvos da
comissão, que tem o objetivo de investigar ações e omissões da gestão federal
na pandemia — como o atraso na compra de vacinas e a falta de oxigênio em
Manaus em janeiro —, além de repasses de verbas da União para estados e
municípios.
A oposição e os senadores considerados independentes, que formam a maioria na
comissão parlamentar de inquérito, se atentaram ao fato de que existem
jurisprudências, do STF (Supremo Tribunal
Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que liberam investigados de depor
em CPI. O entendimento judicial se baseia no "direito
constitucional ao silêncio".
Desta forma, como testemunha, o depoente é obrigado a comparecer e
a falar a verdade ao colegiado, explica hoje no UOL o repórter
Lucas Valença. A utilização do termo muda o panorama da comissão.
Governistas ou ex-membros do governo que tiverem de depor terão de responder as
mesmas perguntas às quais seriam submetidos caso fossem convocados como
investigados.
A apuração da CPI pode embasar uma eventual responsabilização de
Bolsonaro e de integrantes do governo.
O QUE MAIS VALE A PENA SABER
- STF decide hoje se aceita denúncia contra o
deputado Daniel Silveira
- Doria dará entrevista coletiva hoje sobre covid-19
- Em abril, mortes de idosos por covid despencam 90%
na capital paulista
- Sputnik: Veto da Anvisa foi político, diz chefe de
comitê científico do NE
Fonte/Foto:
Clarice Cardoso, do UOL, em São Paulo
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