PREFEITO DE ORIXIMINÁ-PA ACUSA GOVERNADOR E DELEGADO

 


Ontem foi um deus-nos-acuda em Oriximiná(PA). Fatos gravíssimos aconteceram e não podem ficar sem a devida apuração. O prefeito Delegado Willian Fonseca fiscalizava a limpeza urbana, junto com assessores e secretários municipais, de manhã,  quando Joailson Damião da Silva, o "Chato", deu um soco no diretor de Patrimônio da Prefeitura, Ivo Figueiredo, e um tapa na mão de um assessor que filmava a agressão, derrubando o celular. Não satisfeito, ameaçou o prefeito de morte, brandindo um terçado enferrujado. A Guarda Municipal interveio e prendeu em flagrante o Chato, logo liberado pela Polícia Civil, após Termo Circunstanciado de Ocorrência ser lavrado. Um inquérito foi instaurado para apurar o caso, que promete render. Joaílson Damião da Silva tem histórico de agressões contra terceiros, já tem passagem na polícia, além de assumir militância política contrária ao atual prefeito. O secretário de Interior de Oriximiná, Edson Siqueira, relatou que "Chato" andou monitorando sua residência, não se sabe por qual razão.

 

 

O prefeito Willian Fonseca - que é delegado de polícia civil - fez BO virtual e gravou um vídeo que viralizou nas redes sociais, relatando os fatos e denunciando o delegado de polícia Edmilson Faro pela insegurança pública no município e acusando-o de corrupção e extorsão a empresários, além de cobrar ação enérgica do governador Helder Barbalho em proteção aos cidadãos oriximinaenses e à sua própria integridade física. Há um mês, o delegado Edmilson Faro foi acusado pela advogada Lia Fernanda Guimarães Farias de ameaça e assédio moral em plena delegacia. Com mais de trinta anos de carreira e delegado de classe especial, ninguém sabe o porquê de Edmilson Faro ter sido designado para Oriximiná, onde nem tem parentes, sendo que por lei deve ser lotado na capital.

 

Em sua página no Facebook, o prefeito postou:

 

"O governador do Estado Helder Barbalho é conivente com toda a perseguição que venho sofrendo desde que me lancei candidato a prefeito de Oriximiná. Primeiro ele transferiu a minha esposa para a cidade de Óbidos. Depois ele colocou parte da polícia civil para me perseguir, vazando procedimentos meus - sigilosos - junto à Corregedoria para os deputados Júnior e Ângelo Ferrari, que usaram as informações para me atacar politicamente. Depois do resultado das eleições eu pensei que as coisas iriam parar, porém o governador transferiu todos os policiais civis que trabalhavam comigo para diversos municípios do Pará, em especial o marido da secretária de Saúde, que foi para Tucuruí, no auge do enfrentamento à pandemia. Os seguidores dos Ferrari fazem uma campanha de ameaças contra mim nas redes sociais, dizendo que vão me matar, colocando fotos de armas em grupo de redes sociais e dizendo que é pra me pegar, jogando veículos em movimento pra cima de mim, dentre outros. Hoje, um cidadão de nome Chato, vinculado aos deputados Júnior e Ângelo Ferrari agrediu Ivo Figueiredo e disse que iria me matar. Esse mesmo cidadão, momentos depois, veio pra cima de mim, estava com um facão na mão e atentou contra a minha integridade. Há duas semanas ele rondou a casa do meu irmão, querendo adentrar no recinto para tirar fotos. O governador colocou policiais civis em Oriximiná para me perseguir politicamente, inclusive dando declarações públicas depreciativas a meu respeito, mesmo ocupando uma função de Estado. Esses policiais que para aqui vieram estão extorquindo empresários do nosso município. Isso tudo é uma grande vergonha! Não vou me intimidar! Até quando @Helderbarbalho?"

 

Por sua vez, o delegado Edmilson disse, em áudio enviado a um grupo político de WhatsApp de Oriximiná, que está em Belém e que pediu ao superintendente regional da Polícia Civil, delegado Jamil, que mandasse o delegado Thomas, de Óbidos, cuidar do caso, garantiu que um advogado já estava indo defender o Chato, e afirmou, bradando valentia: "eu até dou graças a Deus até nem estar presente porque parece que ele foi lá para a frente da delegacia, esse rapaz, esse prefeito, e falou algumas besteiras lá, que numa dessa não ia dar certo. É até bom não acontecer, porque até a gente se encontrar, se cruzar não vai realmente dar certo. Eu já disse pra ele que eu não tenho medo dele, desse cara. Ele pode tá ele e os asseclas dele armado, numa dessa vai dar merda. Me desculpem o termo, porque vai dar. A gente vai se atracar, vai pra bala, o satanás da mulher a gente vai virar,  se ele está pensando que ele é mais macho do que os outros está enganado". 

 

O que se pode esperar quando um delegado fala assim do prefeito do município onde é lotado, uma cidade pequena onde todo mundo se vê o tempo todo? Só desgraça. Os ataques violentos ao prefeito começaram no dia da eleição. Apedrejaram a sua residência e a polícia nada fez para punir os responsáveis. Como o governador não pode destituir o prefeito e por um do seu agrado, urge que o delegado seja removido o quanto antes para a capital, que é o seu lugar de direito, e que o MPPA e a Corregedoria da Polícia Civil ajam. Se fosse um PM, o promotor Armando Brasil e a Corregedoria da Corporação já teriam tomado imediatas providências.

 

Interessante é que o delegado Edmilson, no áudio, defende a tese de que "Chato" estava dentro de sua residência e que o prefeito é que a invadiu e agiu com abuso de autoridade. Mas o próprio Joaílson Damião da Silva, em entrevista audiovisual, confessou as agressões.

 

è por Franssinete Florenzano

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