BOTO TUCUXI NAS MALHAS DA PF E MPF

 


Está o maior bafafá entre os servidores da Receita Federal em Belém. É mais quem quer saber a identidade do auditor fiscal que foi afastado do cargo, sofreu busca e apreensão, quebra dos sigilos de dados, bancário, fiscal, telefônico e telemático, além do bloqueio e sequestro de bens, hoje, na Operação Tucuxi, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, autorizada pela 4a. Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Pará. A própria Corregedoria da Receita requereu a investigação à PF e ao MPF, ao receber denúncia de que o auditor recebera vantagem indevida em razão da função pública, em esquema de propina que causou prejuízo de pelo menos R$1,2 milhão ao erário.

 

Foi a primeira operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF-PA. Documentos, computadores, celulares, veículos e valores em espécie foram apreendidos na residência do auditor, por ordem judicial, inclusive os registros dos visitantes do apartamento e das placas dos seus veículos. O material será periciado. A investigação preliminar revelou que o auditor fiscal e sua esposa não têm como justificar acréscimo patrimonial e despesas realizadas. Em 2018 e 2019, o casal movimentou R$ 1,8 milhão para uma empresa suspeita de funcionar apenas para ocultação do patrimônio. A acusação é de corrupção passiva, crime contra a ordem tributária e lavagem de capitais.

 

Tucuxi, como se sabe, é o nome do boto de cor escura que saltita alegremente nos rios da Amazônia e que é personagem lendário. Mas a PF e o MPF não revelaram a identidade do casal e nem a relação deles com a denominação da operação conjunta. Posso dizer apenas que fazia serviço externo. Perguntei ao meu amigo filósofo mudo de Oriximiná e ele resmungou "_Hummmm...Hummmmmmm!"

 

è por Franssinete Florenzano

è Foto: Emir Bemerguy

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