400 MIL VIDAS PERDIDAS

 


Neste triste momento em que o país atingiu a trágica marca de mais de 400 mil mortos pela Covid-19, o Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões, em Manaus (AM), um dos mais famosos símbolos da Amazônia brasileira, amanheceu com uma mensagem diferente: a bordo de uma grande balsa, ativistas do Greenpeace Brasil utilizaram mantimentos, materiais de higiene e cilindros de oxigênio para formar a mensagem “400 mil vidas”, em homenagem e solidariedade às vítimas da pandemia no Brasil.

 

Para formar a mensagem “400 mil vidas”, de 14 metros de altura e 92 metros de comprimento, foram utilizadas quase 18 toneladas de alimentos, além de máscaras, kits de higiene e cilindros de oxigênio. Todos os materiais utilizados nesta iniciativa serão doados para comunidades e instituições que já vêm atendendo famílias em situação de vulnerabilidade na capital do Amazonas: CUFA Manaus, Parque das Tribos, Comunidade do Julião, Aldeia Beija-flor e Associação Omisma Watyamã.

 

Diante da mais grave crise de saúde já enfrentada na história recente do país, a ação realizada hoje demonstra solidariedade às famílias das vítimas da pandemia e aos profissionais de saúde, ao mesmo tempo em que cobra do poder público sua responsabilidade no combate à pandemia, com foco prioritário na adoção de medidas eficazes de proteção para toda a sociedade brasileira, incluindo políticas públicas focadas na proteção das classes mais vulneráveis e na redução das desigualdades, que têm se acentuado nos últimos meses.

 

“Chegamos ao trágico número de 400 mil pessoas que perderam suas vidas  por conta de um cenário que, em grande parte, poderia ter sido evitado. Vivemos hoje em um país onde falta respeito à população e onde milhões de brasileiras e brasileiros seguem abandonados à própria sorte - não tem vacina, não tem comida, não tem emprego”, afirma Tica Minami, Diretora de Programas do Greenpeace Brasil.

 

“Desde o início da pandemia, o governo federal vem agindo de forma irresponsável para lidar com a doença e proteger a população, provocando danos profundos a milhares de famílias - e prejuízos, inclusive econômicos. Trata-se de um cenário que poderia ter sido evitado se a pandemia tivesse sido tratada com seriedade e respeito pela ciência”, completa ela.

 

Ao longo do último ano o Greenpeace Brasil realizou o projeto Asas da Emergência, que levou alimentos e materiais de saúde para diversas comunidades  indígenas na Amazônia, parceiros de décadas da nossa organização na proteção da floresta. Por meio desta iniciativa foram doadas mais de 107 toneladas de insumos para cerca de 70 povos indígenas em cinco estados amazônicos - Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Acre. Também foi instalada uma usina de oxigênio na cidade de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde vivem 23 povos indígenas e 750 comunidades. A usina atenderá não só esse município, mas também Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro - os três juntos, totalizam quase 100 mil habitantes.

 


Além disso, distribuímos em 2020 mais de 4.400 marmitas em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ) com o objetivo de auxiliar famílias carentes. Atualmente, estamos trabalhando com parceiros para fazer chegar cestas agroecológicas na casa de quem precisa e já distribuímos mais de três toneladas desses alimentos para comunidades em Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE) e Manaus (AM). 

 

O governo federal precisa assumir sua responsabilidade e investir na construção e adoção de políticas públicas estruturantes e inclusivas. O Brasil e a sociedade brasileira precisam e merecem mais. Uma ação firme é mais urgente do que nunca; não se pode esperar. É uma decisão política e, como tal, uma questão de prioridade: a de garantir a vida de todas as pessoas e a proteção da nossa casa comum.

 



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