TCU NOTIFICA FORÇAS ARMADAS SOBRE TAXA DE OCUPAÇÃO DE HOSPITAIS MILITARES, QUE TÊM LEITOS VAZIOS EM MANAUS-AM

 


Auditoria do TCU constata que Hospitais Militares se recusam a divulgar a ocupação e a disponibilidade de leitos para o tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus

 

Por meio de medida cautelar, na quarta-feira (17/3), o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Benjamin Zymler, deu um prazo de cinco dias as Forças Armadas para que informem a disponibilização diária de leitos de enfermaria e UTI, dos Hospitais Militares no país, destinados a pacientes com covid-19. Os órgãos também precisam detalhar a taxa de ocupação de cada unidade de saúde militar.

 

Auditoria feita pelo TCU constatou que esses hospitais militares se recusam a divulgar a ocupação e a disponibilidade de leitos disponíveis para tratamento de pacientes com coronavírus.

 

A informação é do jornal Valor Econômico.

 

Em Manaus, hospitais do Exército tinham leitos vazios, que estavam reservados para militares, durante o período mais crítico da pandemia, em que pessoas morriam por falta de oxigênio ou na fila de espera. Esse fato foi o ponto de partida para a decisão do TCU. A denuncia foi feita pelo site UOL.

 

Quase 600 pacientes do Amazonas foram transferidos para outros estados em busca de tratamento da Covid-19, enquanto os hospitais militares do Amazonas permaneciam fechados para os civis.

 

Segundo o Valor, o TCU investiga essas possíveis irregularidades praticadas parte de Ministério da Defesa, Exército, Aeronáutica e Marinha ao não ofertarem a civis leitos destinados a pacientes com covid-19 em unidades militares de saúde do país.

 

Para o ministro Benjamin Zymler, é impensável falar em reserva de vagas, financiadas com dinheiro público, "para determinados setores da sociedade”.

 

 

Fonte/Foto: Portal DeAmazônia

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