ARTIGO DEDOMINGO | POR QUÊ?
è por Lúcio Flávio Pinto*
A grande questão entre gregos e troianos paraenses: qual a razão –
legal, técnica, científica, de bom senso, de gestão ou humanitária – para o
governador Helder Barbalho suspender o lockdown a partir de amanhã?
Por que ele não seguiu a iniciativa de outros governadores de
agrupar os feriados e emendar a proibição à circulação de pessoas por pelo
menos mais uma semana ou 10 dias?
Por que interromper a medida sanitária mais ao alcance dos
governantes sensatos, sujeitando-se ao risco de um incremento do contágio e da
morte, que o obrigarão a voltar à situação anterior?
O governador acha que a retirada do Pará da bandeira vermelha
nacional, da companhia dos Estados em situação mais crítica, lhe dá essa
temerária folga para ensaiar encarar o perigo?
Ou é uma trégua para o faturamento pelos negócios nesse período?
Quanto custará essa submissão à pressão dos comerciantes mais
extremados?
*Lúcio Flávio Pinto é jornalista profissional desde 1966.
Percorreu as redações de algumas das principais publicações da imprensa
brasileira. Durante 18 anos foi repórter em O Estado de S. Paulo. Em 1988
deixou a grande imprensa. Dedicou-se ao Jornal Pessoal, newsletter quinzenal
que escreve sozinho desde 1987, baseada em Belém
No jornalismo, recebeu quatro prêmios Esso e dois Fenaj, da Federação Nacional dos Jornalistas. Por seu trabalho em defesa da verdade e contra as injustiças sociais, recebeu em Roma, em 1997, o prêmio Colombe d’oro per La Pace e, em 2005, o prêmio anual do CPJ (Comittee for Jornalists Protection), de Nova York.


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