RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA NOITE | QUINTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2021
FIOCRUZ ACHA MUTAÇÕES INÉDITAS DO CORONAVÍRUS EM RONDÔNIA
Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em
Rondônia concluíram um estudo genômico do novo coronavírus que
circula no estado e encontraram 41 mutações no SARS-CoV-2 —algumas delas até
então não descritas e potencialmente capazes de causar reinfecção e serem mais
transmissíveis. A informação é de reportagem de Carlos Madeiro.
O alto número de mutações apontado agora é
preocupante porque foi quase o dobro do revelado entre abril e maio. Isso
mostra um processo evolutivo do novo coronavírus.
Rondônia enfrenta um colapso na
rede pública de saúde, sem vagas para internar todos os pacientes
e transferindo doentes para outros
estados.
As amostras analisadas pela Fiocruz foram colhidas
de pessoas infectadas entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano na capital
Porto Velho e interior do estado. As mutações que foram encontradas ocorreram
nas três variantes que circulam no estado: P.2, B.1.1.28 e B.1.1.33 (ambas com
circulação no Brasil).
Seis mutações chamam a atenção e ocorreram na proteína Spike, usada
pelo coronavírus para entrar nas células humanas. Mudanças nessa proteína podem
ampliar a capacidade de transmissibilidade do vírus e serem responsáveis por
casos de reinfecção ou mesmo redução da proteção de vacinas.
Uma das questões levantadas pelos pesquisadores é
que essas mutações seriam capazes de afetar a capacidade de diagnóstico dos
pacientes. Outro ponto é que o vírus está com maior poder de transmissão e pode
até, eventualmente, furar uma imunidade adquirida por quem já teve covid-19.
Por ora, dizem os pesquisadores, não existem
indícios que as mutações vistas em Rondônia tornem o vírus mais agressivo ou
que afete a gravidade da doença. Entretanto, elas teriam poder de contaminar
mais pessoas ao mesmo tempo e colapsar hospitais.
Laboratório particular abre reserva para vacina sem
aval
O laboratório particular Genolab, de Blumenau (SC),
divulgou em suas redes sociais que abrirá em breve
"reservas" para a aplicação da Covaxin, uma vacina contra
a covid-19 que ainda não tem o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) para o uso emergencial nem definitivo no país. Na publicação, o
laboratório promete que o imunizante estará disponível "em meados de
abril".
A Covaxin é a vacina do laboratório indiano Bharat
Biotech, que já tem um acordo com a Precisa Farmacêutica para representar a
empresa no Brasil. O imunizante é a maior aposta das clínicas particulares para
oferecer a comercialização de uma vacina contra a covid-19.
Mas o calendário de vacinação deverá seguir a
priorização determinada pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações), do governo
federal, tendo início com idosos, profissionais de saúde e outros grupos mais
vulneráveis.
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Fonte/Foto: Lúcia Valentim Rodrigues, do UOL
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