RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA NOITE | TERÇA-FEIRA, 12 DE JANEIRO DE 2021

 


CORONAVAC: EFICÁCIA GERAL É DE 50,38%, DIZ GOVERNO DE SÃO PAULO

 

Após ter divulgado, na semana passada, que a CoronaVac tinha taxa de eficácia parcial de 78%, o governo de São Paulo afirmou hoje que a eficácia geral da vacina é de 50,38%.

número havia sido antecipado ontem em reportagem do UOL e está dentro do mínimo exigido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A vacina está sendo produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O número de eficácia geral engloba todos os grupos analisados nos testes clínicos e é calculado a partir da comparação entre quem tomou o imunizante de fato e aqueles que tomaram placebo (um composto neutro). Observa-se quantos voluntários de cada grupo desenvolvem a doença —seja de forma leve, moderada ou grave. Comparando a proporção de casos entre os vacinados e os não vacinados, é obtida a eficácia.

Nos casos leves, em pacientes que precisaram receber alguma assistência, o Butantan diz que a taxa foi de 77,96%.

Para os casos moderados e graves que necessitaram de hospitalização, a eficácia foi de 100%, diz o instituto. Nenhum paciente infectado que recebeu a vacina do Butantan precisou de internação.

Os pesquisadores afirmam que 0,3% dos voluntários apresentaram reações alérgicas e não foram registrados efeitos adversos mais graves.

Segundo a instituição, os testes clínicos "sacrificaram" a eficácia para priorizar um número maior de voluntários contaminados, o que permite a análise mais abrangente sobre os efeitos da vacina.

"A gente estava sacrificando eficácia para aumentar número de casos e ter uma resposta mais rápida. Foi uma decisão arriscada, mas precisa", disse Ricardo Palácios, diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan.

estudo foi feito com 12.476 voluntários, todos profissionais da saúde, que são considerados do grupo de risco por estarem na linha de frente do combate à pandemia.

De acordo com Dimas Covas, diretor do Butantan, há 10,8 milhões de doses à disposição para iniciar a vacinação.

A CoronaVac ainda aguarda uma resposta da agência federal sobre o seu pedido de uso emergencial, feito no final da semana passada.

 

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Fonte/Foto: Lúcia Valentim Rodrigues, do UOL

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