RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | QUARTA-FEIRA, 13 DE JANEIRO DE 2021
GRAVIDADE DA VARIANTE AMAZONENSE DO CORONAVÍRUS É DESCONHECIDA,
MAS NÃO A PONTO DE INVALIDAR VACINAS
Ao que tudo indica, as vacinas de Oxford e CoronaVac, que estão
sendo avaliadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para
possível imunização no Brasil, serão capazes de conter a nova variante do coronavírus que se
desenvolveu na Amazônia. As explicações dos
especialistas estão em reportagem de Wanderley Preite Sobrinho que o UOL
publica hoje.
No último domingo, o Ministério da Saúde japonês notificou o
Brasil sobre uma nova variante do novo coronavírus detectadas em quatro
pacientes que estiveram no Amazonas pouco antes. Os dados dessa nova variante
foram incluídos no bando de dados internacional e, quando estudados por
cientistas da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Amazônia, mostraram que as mutações, até então inéditas,
têm origem no estado e podem constituir uma nova linhagem brasileira.
A dúvida sobre a eficácia das vacinas surgiu porque a nova
linhagem apresentou duas importantes mutações simultâneas na proteína Spike,
responsável por ligar o vírus às células humanas. "O vírus muda mesmo. Já
houve outras mutações em suas proteínas, mas não suficientes para impedir a
resposta da vacina", explica Marco Antonio Cyrillo, diretor clínico do
Instituto de Gastroenterologia de São Paulo.
Para Ana Marinho, imunologista da Asbai (Associação Brasileira de
Alergia e Imunopatologia), "todas as vacinas disponíveis em fase 3 e já
aprovadas fora do Brasil têm como foco principal a proteína Spike".
"O que precisamos agora é conhecer melhor essa variante: ela vai causar
doença mais grave, aumentará a disseminação?", afirma.
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Fonte/Foto: Clarice Cardoso, do UOL Notícias


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