SEGUNDA SEM CARNE

 


Por conta do manejo inadequado, da qualidade de vida precária e do estresse agudo a que são submetidos, os animais criados para consumo 🐖🐄🐓🐂são particularmente suscetíveis a infecções e doenças (1).

Nos sistemas de criação intensiva (que passaram a ser a regra para galinhas e porcos e vêm crescendo para bovinos), uma área de cerca de 1.500 m² pode abrigar mais de vinte mil galinhas (2), ou seja, cada ave 🐓ocupa uma área menor do que 25 × 30 cm (equivalente a uma folha de papel sulfite) 😣 Na produção de ovos, a situação é pior: as gaiolas contêm de três a nove aves e o espaço por animal chega a ser de 310 cm², ou seja, meia folha de papel sulfite (3)😖

A manutenção de animais em alta densidade e condições de vida precárias ainda propicia a transmissão rápida de doenças infecciosas 🤢, mesmo em ambientes sujeitos a inspeções e controle sanitário, como é o caso da gripe aviária, que acomete ocasionalmente diversas regiões do mundo 🤒. O vírus da gripe aviária pode ser transmitido a seres humanos (já houve surtos controlados, principalmente em países asiáticos, depois de contato com aves contaminadas), e hoje a possibilidade de uma variante com potencial pandêmico se transmitir de pessoa a pessoa preocupa vários governos 😷

No entanto, a transmissão de muitas zoonoses não exige contato direto com o animal doente ou contaminado: pode ocorrer também de forma indireta pelo consumo de carne🥩, leite 🥛 e ovos 🥚 ou pela contaminação ambiental de seus dejetos.

Já sabe como que você pode ajudar a mudar essa situação, né?! Vá de #SegundaSemCarne para iniciar uma mudança alimentar. Aos poucos você aumenta e ajuda mais ainda o planeta 🌎

Foto: Revista Nature

Apoio> <amazôni@contece>

(1) Eisler MC, Lee MRF et al. 2014. Agriculture: Steps to sustainable livestock. Nature 507: 32–34.

(2) North MO, Bell DD. 1990. Commercial chicken production manual. NY: Van Nostrand Reinhold.

(3) United Egg Producers. 2006. Animal husbandry guidelines for US egg laying flocks

 

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.