RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA NOITE | SEXTA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2020
BRASIL AINDA ESTÁ LONGE DE SUPERAR 1ª ONDA DA COVID-19
O Brasil continua estável na primeira onda da covid-19, sem
previsão de queda ou aumento significativo do número de casos a curto prazo. O
caso do Brasil é único no mundo e intriga infectologistas, epidemiologistas e
estatísticos. Segundo os especialistas, o país ainda está longe de superar a
primeira onda.
A segunda onda só ocorre depois de um primeiro pico infeccioso
agudo, seguido de uma queda considerável no número de casos e mortes, chegando
praticamente a zero. Subitamente, há um aumento importante dos registros,
superior a 50%. É o que está acontecendo em vários países da Europa, como
França, Espanha e Alemanha, que voltaram a anunciar medidas de lockdown para
conter a disseminação do vírus.
"No Brasil todo estamos na primeira onda ainda; tivemos uma
queda, mas estabilizamos em níveis muito altos e
não conseguimos baixar", diz o coordenador do projeto Covid-19 Analytics,
da PUC-Rio, Marcelo Medeiros, especialista em estatísticas.
Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro (sem
partido) voltou a atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB),
e disse que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, desenvolvida
pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, do
governo paulista.
"Ninguém vai tomar a tua vacina na marra não, tá ok? Procura
outro. E eu que sou o governo, o dinheiro não é meu, é do povo, não vai comprar
tua vacina também, não, tá ok? Procura outro para pagar tua vacina
aí", disse Bolsonaro em uma live transmitida em suas redes sociais.
Mas, segundo o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), "é lógico que o governo federal vai
comprar doses do imunizante". "Já colocamos os recursos no
Butantan para produzir essa vacina. O governo não vai fugir disso aí",
disse ele em entrevista à revista Veja, publicada hoje.
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Fonte/Foto: Mariana Tramontina, do UOL


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