RESUMO DO DIA – EDIÇÃO DA MANHÃ | QUARTA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2020

 


NA PANDEMIA, PAÍSES RICOS TIVERAM 100 VEZES MAIS ACESSO A INSUMOS QUE OS MAIS POBRES

 

O comércio internacional de suprimentos médicos — equipamentos de proteção pessoal, desinfetantes, kits de diagnóstico, respiradores de oxigênio e outros equipamentos hospitalares relacionados — aumentou mais de 50%, em média, desde abril deste ano no mundo por conta da pandemia do novo coronavírus. Mas o acesso das populações de cada país a esses produtos médicos foi marcado por desigualdades.

Um morador de países de alta renda se beneficiou, graças às compras de seu governo, de um adicional de US$ 10 por mês de importações de produtos relacionados ao combate à covid-19. Já os residentes de países de renda média contaram com apenas US$ 1 extra por mês, valor que caiu para R$ 0,10 nas regiões mais pobres. Os números são parte de um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre qual escreve hoje o colunista do UOL Jamil Chade.

O agravamento das disparidades preexistentes entre os países levou a entidade a fazer um alerta sobre a vacina: o temor é de que sua distribuição siga os mesmos padrões do comércio existente até agora para os demais produtos. E, diferentemente dos equipamentos de proteção, alguns países de baixa renda podem não conseguir fabricar localmente as doses de inoculação.

Muitos países pobres ou altamente endividados se viram com pouco espaço orçamentário para fazer essas compras. É muito possível que, sem fontes adicionais de financiamento, a pandemia permaneça sem controle em muitas partes do mundo com repercussões negativas na economia global, inclusive no comércio internacional. No caso das vacinas, a diferença de acesso entre países ricos e pobres poderia ser ainda mais drástica do que as observadas até agora para os suprimentos médicos da COVID-19"
Trecho de informe da ONU

 

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Fonte/Foto: Clarice Cardodo, do UOL

 

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