Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 14.508.892 contaminados e 606.206 mortos no mundo. No Brasil são 2.098.389 contaminados e 79.488 mortos. Os números são da Universidade Johns Hopkins.
VACINA NO HORIZONTE
O imunizante contra o coronavírus desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica Astrazeneca poderá ficar pronto em setembro, quando está previsto o encerramento dos testes em humanos, afirmou Sarah Gilbert, a cientista por trás dos estudos. Depois disso, a vacina terá pela frente os processos de fabricação e distribuição, os últimos antes da aplicação. Os resultados da primeira fase de testes em humanos devem ser divulgados nesta segunda. Em entrevista a VEJAem junho, o presidente a Astrazeneca Brasil afirmou que o país poderá receber o antídoto ainda este ano. Outras estimativas falam em primeiro trimestre de 2021.
BRASIL X EUA
Uma análise na linha do tempo da pandemia no Brasil e nos EUAmostra que há diferenças em relação ao perfil da doença nos dois países, apesar das semelhanças territoriais. O ritmo de aceleração de novos casos e mortes, por exemplo, é menor entre os brasileiros. Enquanto nos EUA a média móvel de infectados diários chegou ao patamar de 30.000 pouco mais de dois meses após a confirmação do primeiro doente, no Brasil esse número só foi alcançado quatro meses após o início do surto. A média móvel de óbitos nos EUA também teve uma aceleração mais acentuada. Nas duas nações, não houve regressão consistente da pandemia. Aqui, porém, há a indicação de um platô nos números. Lá, um preocupante movimento crescente.
INFECÇÃO TARDIA
Entre as regiões brasileiras em que as curvas de contágio e de mortes seguem em alta está o Centro-Oeste. Com os primeiros casos registrados em março, os números seguiram baixos nos estados da região até maio, quando a curva começou a subir. A média móvel de casos no último mês saiu de 2.500 para 3.695 e a de óbitos saltou de 45 para 111. Mas como isso aconteceu? Segundo especialistas, o aumento no Centro-Oeste pode ser explicado pelo processo de interiorização da doença no país e pela tendência de os vírus respiratórios circularem mais na região no inverno, devido ao clima mais seco e frio.
CARTÕES-POSTAIS REABERTOS
Fechados ao público desde março, os principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, como o bondinho do Pão de Açúcar, o trem do Corcovado e a roda gitante RioStar, voltarão a funcionar na primeira quinzena de agosto. Embora já estejam autorizados a retomar suas atividades, de acordo com a fase 4 do plano de flexibilização da prefeitura que começou na última semana, representantes dos principais cartões-postais da cidade decidiram postergar a reabertura para voltarem com mais segurança. Regras como uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel e redução da capacidade máxima das atrações serão adotadas. Os ingressos deverão ter descontos de até 50%.
BONS SINAIS PELO MUNDO
Depois de mais de quatro meses, o governo do Chile anunciou a saída gradualda quarentena no país. O plano denominado Passo a Passo é composto por cinco etapas e, segundo o presidente Sebastián Piñera, dependerá da situação de cada região para avançar. O anúncio vem na esteira de cinco semanas de números positivos, com queda no contágio e nas mortes e aumento da capacidade do sistema de saúde. Outros sinais positivos vieram de Cuba, onde o governo anunciou a ausência de transmissões locais pela primeira vez em 130 dias, e de Pequim, que decidiu reabrir parques, academias e museus após não registrar novos casos em duas semanas.
A IMPORTÂNCIA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS
Ajustar a rotina para administrar ou prevenir problemas crônicos como obesidade, hipertensão, diabetes, cardiopatias e doenças respiratórias, que colocam uma pessoa no chamado grupo de risco para a Covid-19, pode fazer a diferença no combate ao vírus. Como mostra matéria de VEJA Saúde, uma das formas mais simples e eficazes de domar essas condições é movimentar o corpo. Isso significa que, se você já praticava alguma atividade, siga com ela, fazendo as adaptações necessárias. Caso contrário, consulte um médico antes de dar os primeiros passos e conte com um educador físico para orientar os treinos com segurança.
Fonte: Redação de VEJA
CORONAVÍRUS | AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES SOBRE O IMPACTO DA PANDEMIA NO BRASIL
Revisados pela Zilton Fioravante Filho
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