PREFEITO DE MANAUS-AM DIZ QUE AINDA NÃO É HORA DE COMEMORAR VITÓRIA CONTRA A COVID-19
"Não
há vitória. O que há é um progresso", afirmou Arthur Neto, com base em estudo
da Universidade Federal de Pelotas
O
prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, fez um apelo à população neste
domingo (17/5), para que sejam mantidos os cuidados preventivos e o respeito ao
isolamento social. Ele destacou que a redução no número de chamados ao SAMU 192
e de sepultamentos realizados nos cemitérios públicos ainda não significa que a
capital está livre do novo coronavírus e que é preciso cautela.
Hospitais
administrados pelo Governo do Estado, na capital, também apresentaram
diminuição no número de internações por Covid-19 e leitos vazios, em algumas
alas.
“Quero
deixar bem clara a posição da Prefeitura de Manaus e dizer que ainda não existe
vitória de jeito algum. Não há nada a se comemorar a não ser uma pequena
melhora. Se nós enterramos ontem (sábado, 16) 59 pessoas e antes eram mais de
100, isso significa uma melhora. Se antes o SAMU não dava conta de atender aos
chamados e agora recebe cerca de 60 por dia, também é sinal de melhora. Porém
não há vitória. O que há é um progresso”, enfatizou o prefeito.
Arthur
citou o resultado do EpiCovid-19, o maior estudo populacional sobre o
coronavírus no Brasil, coordenado pelo Centro de Pesquisa Epidemiológicas da
Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Um dos pontos apresentados na pesquisa
é que na cidade de Manaus 11% da população pode estar contaminada pela
Covid-19.
“O
resultado da pesquisa aponta que apenas 11% da população está, ou já teve, o
novo coronavírus e a maioria é assintomática. Por outro lado, especialistas
apontam que é necessário 50% da população se contaminar para chegarmos ao que
chamam de ‘imunização de rebanho’, ou seja, ainda temos muita luta pela
frente”, defendeu Virgílio.
O
coordenador do estudo que está sendo realizado em 133 municípios brasileiros,
Pedro Hallal, explicou que em Manaus, a primeira cidade a completar a pesquisa
por amostragem, o resultado apontou que mais de 200 mil pessoas tiveram ou têm
infecção pelo novo coronavírus.
“Esse
número de Manaus é estarrecedor. Para se ter uma ideia, na Espanha, que foi um
dos epicentros da pandemia na Europa, uma pesquisa similar encontrou 6% da
população com anticorpos e em Manaus esse número é de 11%”, disse Hallal,
reforçando que esses números são fundamentais para traçar políticas públicas de
enfrentamento.
Sobre
o estudo, ele também destacou que Manaus foi a primeira cidade onde os
pesquisadores terminaram a coleta de dados, por contar com total apoio dos
órgãos da prefeitura.
A
UFPel divulgou nota oficial explicando que vem encontrando resistência de
gestores municipais de algumas cidades do Brasil, que impedem ou atrapalham a
realização da pesquisa. A nota diz, ainda, que “o Brasil mereceria que todos os
gestores municipais, das 133 cidades incluídas na pesquisa, tivessem o mesmo
comportamento da Prefeitura de Manaus, a cidade mais afetada pela pandemia no
país e que, mesmo assim, foi a primeira na qual a coleta de dados foi
encerrada”, cita parte do documento.
Fonte/Foto: Portal DeAmazônia


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