OPERAÇÃO FAVORITO NO RJ, MG E... PA!



O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal cumprem hoje cinco mandados de prisão preventiva, 42 mandados de busca e apreensão em 38 endereços, além de 11 intimações para prestar depoimento,  em Angra dos Reis, Saquarema, Rio de Janeiro, São João de Meriti e Duque de Caxias (RJ), Valença e Uberaba (MG)  e - vejam só! - Ipixuna do Pará (PA). Além do ex-deputado estadual Paulo Melo, ex-presidente da Alerj,  foram presos Mário Peixoto, Luiz Roberto  Martins, Lisle Rachel de Monroe Carvalho, Carla dos Santos Braga e Leandro Braga de Souza. Luciano Leandro Demarchi está na condição de foragido.
A Operação Favorito é desdobramento das Operações Descontrole, Quinto do Ouro e Cadeia Velha, que investigaram crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas. Referem-se a desvios em contratos na área da saúde e organizações sociais. Desde fevereiro deste ano a operação já estava autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, titular da 7a. Vara Federal Criminal, mas foi adiada em razão do agravamento da pandemia de Covid-19.
Empresários fornecedores de mão-de-obra terceirizada para o governo do Estado do Rio de Janeiro pagavam vantagens indevidas a conselheiros do TCE-RJ, deputados estaduais e outros agentes públicos, há pelo menos dez anos.
O grupo alavancou seus negócios com contratações públicas realizadas por meio de inúmeras pessoas jurídicas, entre elas Cooperativas de Trabalho e Organizações Sociais, a maioria constituída em nome de interpostas pessoas, a fim de permitir a lavagem dos recursos desviados e disfarçar o repasse de valores para agentes públicos.
A lavagem de capitais também era feita no exterior, via empresas e contas bancárias não declaradas à Receita Federal, bem como compra de imóveis em Miami. Estão em curso diligências de cooperação jurídica internacional para mapear o caminho do dinheiro.
Surgiram provas de que a organização criminosa persiste nas práticas, inclusive se valendo da situação de calamidade pela pandemia do Coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o poder público, inclusive compra de hospitais de campanha.
As investigações começaram em 2019 e contaram com  interceptação telefônica, quebras de sigilos fiscal, bancário, telefônico, telemático e cooperação jurídica internacional, autorizadas judicialmente.
Através de diálogos interceptados em março e abril de 2020, a PF constatou que a organização criminosa vinha destruindo provas e realizando ações de contrainteligência.

Fonte/Foto: Franssinete Florenzano, com informações da PF e MPF

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