NO PARÁ, EDUCADORES MUNICIPAIS DISCUTEM ESTRATÉGIAS PARA ALFABETIZAÇÃO
Educadores de 136
municípios do Pará estão em Belém discutindo formas de melhorar o processo de
alfabetização de crianças de escolas públicas municipais. A discussão ocorre
como parte do I Encontro de Formação do Programa Mais Alfabetização
(PMALFA/2019). Instituído pelo Governo Federal em 2018, a iniciativa objetiva
empreender esforços conjuntos com as secretarias estaduais de educação para
superar os desafios da alfabetização.
No Pará, a Seduc é a
organizadora do Encontro, que tem como público-alvo secretários municipais de
educação, coordenadores municipais do PMALFA e diretores de ensino. Com o
regime de colaboração entre estados e municípios, cabe à Seduc monitorar a
adesão das escolas ao Programa, realizar formação para os professores e
garantir o acompanhamento pedagógico das escolas.
Segundo a coordenadora de
Educação Infantil e Ensino Fundamental da Seduc, Lucidéa Santos, ainda é alto o
índice de crianças que chegam aos 7 anos sem saber ler e escrever. No Pará,
segundo dados do Mec, somente 12% dos estudantes chegam à fase adulta com proficiência
de leitura na idade certa, em consequência da má alfabetização. "Pela lei,
toda criança deve ser alfabetizada no 2º ano, aos 7 anos de idade", lembra
Lucidéa. Alfabetizar, neste caso, significa dominar a escrita alfabética, ler,
escrever textos curtos e operar raciocínio matemático.
Para ajudar nesse
processo, o PMALFA destina uma verba às escolas municipais de todo o Brasil. Os
recursos devem ser aplicados na compra de material pedagógico e na concessão de
uma bolsa para a contratação de assistente de alfabetização. Esse profissional
tem o papel de auxiliar o professor alfabetizador na aprendizagem das crianças
de anos iniciais. No Pará, 136 municípios já fizeram a adesão ao sistema do Mec
e 61 escolas já estão recebendo os recursos.
Para os participantes do
Encontro, o momento é de expectativa para a retomada de estratégias que
promovam mais resultados na alfabetização. Presente no evento, a secretária de
educação de Moju, Sandra Helena, afirmou que o município também enfrenta essa
dificuldade. Segundo ela, um dos principais fatores é a formação deficitária no
ensino superior. "Essas instituições não estão formando o professor para
alfabetizar da forma correta, o que nos obriga a realizar formação continuada o
tempo todo", comenta.
Em Moju, 20% da população
adulta é analfabeta, problema que vem sendo amenizado com a presença do
assistente de alfabetização. Das 172 escolas municipais, cerca de 30 possuem
índice de alfabetização muito baixo. "Nessas escolas temos a presença do
assistente, o que vem ajudando na aprendizagem das crianças, embora não seja o
suficiente", afirma Sandra.
A secretária adjunta de
ensino da Seduc, Ana Paula Renato, lembrou que o movimento Educa Pará atua a
partir de laços colaborativos para a construção de uma agenda de aprendizagem
entre Estado e municípios. "Essa agenda também tem a finalidade de tornar
as boas práticas em evidência e temos muitas escolas e gestores
exemplares", destacou. O material pedagógico do Educa Pará pode ser acesso
no site da Seduc. O Encontro de Formação segue até esta quarta-feira (2), na
Unama BR.
Fonte: Agência Pará – Secretaria de Comunicação – Governo do
Pará


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