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PREVIDÊNCIA:
RELATOR APRESENTA PARECER DE EMENDAS AO TEXTO DA REFORMA NESTA QUINTA (19)
Foram sugeridas 77 alterações à PEC principal. Tendência é que Tasso
Jereissati rejeite a maioria e inclua alguns temas no texto alternativo
O
relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), deve
apresentar nesta quinta-feira (19), na Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ), relatório sobre as emendas ao texto principal. Foram
apresentadas 77 sugestões de alterações, mas a tendência é que a maioria seja
rejeitada para evitar que a PEC volte para a Câmara. Alguns temas podem ser
integrados ao texto alternativo, a chamada PEC paralela.
Entre
outros pontos, as emendas tratam principalmente de pensão por morte e regras de
transição para aposentadoria de servidores públicos. A previsão é de que o
texto da reforma seja votado na CCJ já na próxima terça-feira (24). Se
aprovado, segue para votação no plenário da Casa, onde precisa passar por dois
turnos.
Defensor
da reforma, o senador Zequinha Marinho (PSC-PA) admite que algumas mudanças
podem ser incorporadas na PEC paralela, mas ressalta que a aprovação do texto
principal, que altera as regras de aposentadoria, não pode mais ser adiada. “A
reforma da Previdência está vindo para fazer uma economia significativa durante
os próximos dez anos. É também uma forma de organizar um setor que está
desorganizado”, afirma.
Além
de restaurar a economia, o senador Arolde de Oliveira (PSC-RS) pontua que as
reformas propostas pelo governo, como a da Previdência e a tributária, farão
com que o país retome o caminho do crescimento. “O governo está tomando medidas
para restaurar a economia do Brasil, é um simbolismo. Outro simbolismo que vem
junto sinaliza também para a segurança jurídica”, avalia.
De
acordo com dados do governo federal, a economia com a reforma da previdência em
dez anos pode alcançar R$ 1,2 trilhão. As mudanças com o Regime Geral de
Previdência Social (RGPS), que conta com mais de 70 milhões de segurados,
trariam um retorno de quase R$ 810 bilhões nesse período aos cofres públicos.
PEC paralela
A
solução encontrada por senadores para aperfeiçoar o texto da PEC 6/19, sem que
o texto voltasse à Câmara, foi criar uma proposta alternativa. O principal
ponto defendido pelos parlamentares é a inclusão de estados e municípios, que
inicialmente teriam que aprovar regras próprias para promover mudanças em seus
sistemas previdenciários. Outro tema que já foi incorporado à PEC paralela é a
garantia de que a pensão por morte não seja inferior a um salário mínimo e que
o percentual acrescido ao benefício, por dependentes menores de idade, suba
para 20%.
Segundo
o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), a reforma da Previdência é uma
necessidade para estados e municípios. “Vou votar favoravelmente à inclusão dos
estados e municípios, porque hoje, no Brasil, apenas quatro estados têm as
contas equilibradas. Hoje, 23 estados não fecham as contas em cima dos salários
dos atuais funcionários e dos próprios aposentados”, apontou.
O
texto principal da reforma da Previdência precisa da aprovação de 49 votos dos
81 senadores em Plenário, em dois turnos de votação. O mesmo vale para a PEC
paralela.
Fonte/Foto: Jalila Arabi, da Agência do Rádio/Agência Brasil


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