RESUMO DO DIA - EDIÇÃO DA MANHÃ | SEGUNDA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2019
SOB
IMPACTO DA MORTE DE ÁGATHA, DEPUTADOS AGEM PARA DERRUBAR EXCLUDENTE DE
ILICITUDE
A
morte da menina Ágatha Félix,
de 8 anos, na última sexta-feira (20) pode ter impacto direto no pacote
anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro. Ela foi
morta por tiros no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, quando voltava
para casa com a mãe. Segundo a Polícia Militar (PM), os tiros foram uma reação
a ataque de criminosos e houve troca de tiros.
Deputados agem para derrubar do
texto o excludente de ilicitude, que isenta de penas policiais que
matarem em conflito armado ou em risco iminente de conflito armado. O grupo crê
que a aprovação soaria como aval a ações agressivas da polícia.
O
presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que o
caso reforça a necessidade de "uma avaliação muito cuidadosa e criteriosa
sobre o excludente de ilicitude que está em discussão no Parlamento".
Pelo
Twitter, Moro afirmou que o caso não tem
relação com um dos pontos mais polêmicos de seu "pacote anticrime".
O relator do projeto, deputado Capitão Augusto (PL-SP), disse que a morte da
Ágatha não pode ser usada para derrubar o projeto.
"Neste caso específico, o
policial não estava amparado pela excludente de ilicitude. Ele
provavelmente irá responder por homicídio culposo porque ele certamente não
queria matar a menina. O que propus no relatório não abriga esses casos em
hipótese alguma", disse.
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Fonte/Foto: Eduardo Lucizano, do UOL


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