PRESO NO RIO O CHEFE DO PCC QUE COMANDAVA O TRÁFICO DE COCAINA NO PARÁ
André do Rap é o terceiro homem de influência do PCC preso nos últimos
45 dias
Um
dos chefes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), André de
Oliveira Macedo, o André do Rap, foi preso na manhã deste domingo (15) em Angra
do Reis, no Rio de Janeiro.
Segundo
o site UOL, André comandava o tráfico de cocaína no Pará. Ele era dado como
morto.
“É
o terceiro homem de influência do PCC preso em 45 dias pela polícia. Dois
haviam sido capturados pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações
Criminais) e, agora, este, pela delegacia anti-sequestro”, relatou um policial
que participou da captura.
Leia
abaixo a íntegra da reportagem:
“Policiais
civis prenderam, na manhã de hoje [15], o suspeito de administrar a exportação
de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital) a partir do porto de Santos, no
litoral de São Paulo. André de Oliveira Macedo, o André do Rap, exercia o cargo
que é de extrema confiança dentro da organização criminosa paulista. Ele foi
preso em uma casa de luxo em Angra dos Reis (RJ). Antes dele, quem administrava
o comércio era Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, então número um do
PCC em liberdade. Ele foi assassinado junto a seu parceiro Fabiano Alves de
Souza, o Paca, porque, segundo investigações, ambos estavam roubando dinheiro
da própria facção.”
Homem de confiança de Gilberto
André
do Rap era aliado de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, que foi
assassinado a tiros de fuzil, como queima de arquivo, porque esteve envolvido
nos homicídios de Gegê do Mangue e Paca.
Atualmente,
André do Rap era apontado como o homem de confiança de Gilberto Aparecido dos
Santos –o braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola– que
atualmente está foragido.
Havia
a suspeita, até então, de que André do Rap estivesse vivendo no Paraguai ou na
Bolívia, assim como Fuminho, ou que tivesse sido assassinado por seu passado de
parceria com Gegê do Mangue e Cabelo Duro. Suspeitava-se também que seu corpo
poderia ter sido jogado ao mar, como queima de arquivo.
André
do Rap foi preso na manhã de hoje em Angra dos Reis, na costa verde fluminense,
por policiais civis da delegacia de anti-sequestro de São Paulo.
“É
o substituto do Cabelo Duro, responsável pelo tráfico internacional em favor do
Marcola”, afirmou à reportagem um policial envolvido na captura.
“É
o terceiro homem de influência do PCC preso em 45 dias pela polícia. Dois
haviam sido capturados pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações
Criminais) e, agora, este, pela delegacia anti-sequestro”, complementou.
Segundo a Polícia Civil, durante diligências, uma equipe policial encontrou
André do Rap junto de outros três criminosos. Todos eles eram procurados pela
Justiça e ligados à organização criminosa paulista.
Foram
apreendidos em poder dele um helicóptero e uma lancha de luxo. Ele era
procurado por tráfico internacional de drogas e, segundo investigadores, além
do porto de Santos, comandava o tráfico de cocaína no estado do Pará, que está
entre os mais violentos do país.
Negociação com a máfia calabresa
Além
disso, o suspeito seria um dos homens responsáveis pela negociação direta de
cocaína com Nicola Assisi, mafioso italiano preso em julho passado na Praia
Grande, litoral paulista. Também foi preso na mesma ação o filho do mafioso,
Patrick Assisi.
Ambos
seriam os correspondentes da máfia calabresa ‘Ndrangheta na América do Sul.
Para
operar no Brasil, a ‘Ndrangheta estabeleceu acordos com o PCC, facção forte no
estado de São Paulo, entre outros. Em dois anos, ao menos três homens com
cargos de liderança na Itália estiveram com a organização brasileira. Existe a
suspeita de que outros dois também estejam ou tenham passado por São Paulo com
a mesma finalidade.
André
do Rap está sendo ouvido hoje no Dope (Departamento de Operações Policiais
Estratégicas), órgão da polícia paulista.
A
reportagem não conseguiu localizar sua defesa. Segundo o procurador de Justiça
Márcio Sérgio Chritino, que investigou o PCC no início da facção, André do Rap
era um dos herdeiros de Gegê do Mangue. “É chefe. Mas o Gegê deixou muitos
herdeiros, sendo que nenhum centralizado em tudo o que fazia”, explica.
Fonte/Fotos: Jeso Carneiro, com informações do UOL


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