PARÁ | EXECUÇÃO DE OBRAS EM PONTES DA ALÇA VIÁRIA IMPRESSIONAM DURANTE VISTORIA
A forma com que está
sendo feita a substituição de 100% dos cabos estais de sustentação das pontes
rio Guamá, Acará e rio Moju, sem paralisação do trânsito, impressionou os
presidentes do Conselho Regional de Administração (Crea-Pará), Carlos Renato
Milhomem, e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Pará (Sinduscon),
Alex Dias. Ambos participaram, nesta quinta-feira (12), de uma vistoria nas
obras das três estruturas que integram a Alça Viária, acompanhados do
secretário de Estado de Transportes (Setran), Pádua Andrade.
A primeira a ser
vistoriada foi a obra da ponte Rio Guamá, a maior das quatro do complexo da
Alça Viária - 1.976,80 metros, sendo 320 de vão livre. Todos os cabos estão
sendo substituídos, pois, após longo período sem manutenção, apresentam danos
prematuros por corrosão nas cordoalhas (conjuntos de vários tipos de cordas).
Essa obra é a única obra no mundo onde ocorre a substituição prematura da
estrutura sem interrupção do trânsito.
"A ponte foi
construída há aproximadamente 18 anos e não houve manutenção preventiva durante
12 deles, o que levou à propagação da corrosão em todo o estaiamento da obra.
Dessa forma, tornou-se necessária a substituição prematura dos 152 cabos
estais, que têm uma vida útil estimada de 50 anos após a construção. Um total
de 146 já foram trocados", explicou Pádua Andrade.
Para executar as
obras de manutenção da ponte com a mínima interferência no tráfego da pista,
foi adotado o sistema de interrupções "pare e siga". Alternadamente,
somente uma das mãos da via é fechada por minutos para manobras de
equipamentos, garantindo, assim, a movimentação de cargas com o menor impacto
possível ao tráfego. A operação tem apoio diário de agentes do Departamento de
Trânsito (Detran) e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).
Esta obra tem como
finalidade a troca dos cabos-estais (que dão sustentação à estrutura) e a
revitalização de toda a ponte, com a premissa de reduzir ao mínimo o impacto
aos usuários. As obras na ponte Rio Guamá, que tem o segundo maior vão livre
estaidado do Brasil, foram reiniciadas em janeiro e devem ser concluídas ainda
este ano.
Entre os serviços de
manutenção executados na ponte sobre o rio Guamá estão os levantamentos
topográficos, substituição dos cabos-estais, protensão dos cabos-estais,
instalação do sistema de para-raios, instalação de portas e alçapões metálicos
de acesso aos mastros, substituição de todos os aparelhos de apoio e instalação
de novos aparelhos de dilatação nas juntas estruturais de toda a ponte, vãos de
acesso ao trecho estaiado.
Ponte Rio Acará - Em
seguida, a equipe se dirigiu à ponte sobre o rio Acará, na qual a Setran está
em fase de mobilização de material e pessoal, para início da obra de
conservação ainda este mês. Após o órgão estadual identificar problemas na
estrutura, foram solicitados laudos à Defesa Civil e ao Instituto Médico Legal
(IML) .
As análises
apontaram danos nos apoios da ponte, provavelmente decorrente dos impactos de
embarcações nos blocos de fundação nos últimos 18 anos. "Essa situação vem
sendo agravada diante da falta de manutenção após a finalização da construção
da ponte, indicada pela presença de entulhos de construção, material de
asfaltamento, vegetação enraizada no concreto dos blocos, ruptura das juntas de
borracha", detalha Pedro Almeida, engenheiro consultor e responsável pelo
gerenciamento das obras nas três pontes.
Rio Moju - A última
vistoria foi realizada na ponte rio Moju, em obras de reconstrução do seu vão
central, destruído por uma embarcação clandestina em abril passado. Em ritmo
acelerado, a obra encontra-se na fase de construção dos mastros, que, nesta
quinta-feira, já chega a 20 metros dos quase 90 metros necessários para concluir
o trabalho.
"O que eu estou
vendo aqui são soluções inovadoras, algumas delas nunca executadas antes no
mundo. O que se tem, hoje, é um canteiro não só de obras, mas de grandes
experiências, e a velocidade da obra é também impressionante", avaliou o
presidente do Crea, Renato Milhomen.
A quarta ponte da
Alça Viária também está sendo monitorada pela Setran para levantar a
necessidade de obras de conservação.
Alça Viária - O
complexo rodoviário, também conhecido como PA-483, conta com mais de 74
quilômetros de via equipada com pontes de grandes vãos que ligam a região
metropolitana de Belém ao porto de vila do Conde e ao sudeste e sul do Pará. A
Alça Viária permite o acesso a cidades como Barcarena, Moju e Acará, e também
liga o nordeste paraense à PA-150, chegando à região sudeste do Pará.
O presidente do
Sinduscon Alex Dias fez questão de destacar a satisfação que o setor da
construção civil tem de ver o resgate da boa engenharia com uma obra executada
24h por dia, com alta qualidade e rigor dos controles tecnológicos. "Acima
de tudo, usando tecnologia de ponta. Esperamos que tão logo possamos voltar
aqui para a inauguração e celebração dessa virada de página. Estamos vendo uma
nova era da engenharia do Pará", destacou.
Fonte: <amazôni@contece>, com informações de
Agência Pará – Secretaria de Comunicação – Governo do Pará


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