INDÍGENAS RECHAÇAM DECISÃO TOMADA PELA CCJ
Em meio às polêmicas envolvendo queimadas,
preservação e soberania na Amazônia, além das declarações do presidente Jair
Bolsonaro (PSL) de que reservas indígenas inviabilizam o Brasil, a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade
da PEC que permite atividade agropecuária em terras indígenas. Principais
interessados, os indígenas, discordam da decisão tomada pela CCJ.
Controverso O texto da PEC estabelece
que as comunidades indígenas podem, de forma direta, exercer atividades
agropecuárias e florestais. Para o professor Gersem Baniwa, membro do Fórum de
Educação Escolar Indígena do Amazonas e da Frente Amazonense de Mobilização em
Defesa dos Direitos Indígenas, não é disso que trata a PEC.
Sabedoria O professor afirma que as
comunidades indígenas já têm esse direito e que não é necessária uma emenda à
Constituição para garanti-lo. Se for aprovada, segundo Baniwa, a PEC abre uma
brecha para o agronegócio entrar nas terras indígenas. “Espero que o Congresso
use de sua sabedoria e racionalidade para evitar isso”, diz.
Atuando A Frente Parlamentar em
Defesa da Amazônia, presidida pelo deputado federal Pablo Oliva, esclarece à
coluna que tem trabalhado com dados colhidos por seus integrantes em suas bases
e repassado à Defesa Civil Nacional para o combate a focos de incêndio na
região. A frente promoverá também um debate sobre a atual situação no Dia da
Amazônia, comemorado em 5 de setembro.
Fonte/Foto: Coluna Sim & Não – A Crítica
Manaus-AM


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