RESUMO DO DIA - EDIÇÃO DA MANHÃ | SEGUNDA-FEIRA, 29 DE JULHO DE 2019
MORO ACHAVA FRACA
DELAÇÃO DE PALOCCI QUE DIVULGOU ÀS VÉSPERAS DE ELEIÇÃO, SUGEREM MENSAGENS
Reportagem
desta segunda-feira da Folha mostra que considerações políticas influenciaram a
decisão do então juiz Sergio Moro de divulgar parte
da delação do ex-ministro Antonio Palocci a seis dias do primeiro turno da
eleição presidencial do ano passado, sugerem mensagens trocadas na época por
procuradores da Operação Lava Jato.
"Russo
comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta
petista", disse o procurador Paulo Roberto Galvão a seus colegas num grupo
de mensagens do aplicativo Telegram em 25 de setembro, tratando Moro pelo
apelido que eles usavam e associando os petistas à Omertà, o código de honra
dos mafiosos italianos.
Outros
membros do grupo também expressaram ceticismo. "Não só é difícil provar,
como é impossível extrair algo da delação dele", afirmou a procuradora
Laura Tessler. "O melhor é que [Palocci] fala até daquilo que ele acha que
pode ser que talvez seja", acrescentou Antônio Carlos Welter.
Nesse
dia, Moro acabara de receber as provas entregues pelo delator e se preparava
para divulgar um dos depoimentos que o ex-ministro prestara sobre a corrupção
nos governos do PT. O comentário reproduzido por Galvão sugere que o juiz
deixou de lado sua insegurança sobre as provas ao tornar a delação pública.
Palocci
fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em março do ano
passado. Ele recorreu à PF após ver frustrados seus esforços para conseguir um
acordo com a Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa à frente da Lava
Jato em Curitiba, que negociaram com o ex-ministro durante quase oito meses.
O QUE VOCÊ PRECISA
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Fonte/Foto: Eduardo Lucizano, do UOL


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