MRN E DEFESA CIVIL REALIZAM EXERCÍCIO SIMULADO COM COMUNITÁRIOS
Iniciativa ocorreu na comunidade do Boa Vista como parte do Plano de
Ação de Emergência das Barragens de Mineração da empresa
Em
uma ação conjunta com a Defesa Civil de Oriximiná e comunitários, a Mineração
Rio do Norte realizou, no último sábado (20), o primeiro exercício simulado de
emergência na comunidade Boa Vista, localizada às proximidades das barragens de
água, A1 e Água Fria. O trabalho teve o acompanhamento da Fire & Rescue,
consultoria contratada pela MRN especializada em emergências médicas, químicas,
tecnológicas e combate a incêndios no Brasil e na América Latina. A iniciativa
faz parte do Plano de Ação de Emergência das Barragens de Mineração (PAEBM) da
MRN.
O
treinamento realizado de forma voluntária, contou com a adesão de mais de 50%
da comunidade. Para Jeferson Santos, gerente de Relações Comunitárias da
Mineração Rio do Norte, o diferencial esteve na preparação da comunidade. “Sem
dúvida, foi uma experiência de êxito. Por um período de cerca de quatro meses,
realizamos encontros de sensibilização, reuniões com as lideranças e
construímos juntos com os comunitários uma cartilha informativa, que explica
por meio de uma linguagem acessível e objetiva como funciona o sistema de
barragens e gestão de rejeitos da MRN, instrui sobre os procedimentos que devem
ser adotados ao toque de sirene, os principais pontos de encontro e rotas de
fuga no caso hipotético de rompimento das barragens”, ressaltou. “Foi muito
positiva a participação. No toque da sirene, se dirigiram ao ponto de encontro.
Vimos o engajamento e interesse deles em participar do exercício simulado.
Teremos outros simulados ao longo do ano”, completou.
Outro
diferencial, destacado pelo gerente da MRN, foi a participação da Defesa Civil,
que esteve em todas as fases que antecederam o treinamento, orientando a
comunidade de casa em casa, informando a importância da presença deles e o
trabalho do órgão, que tem o papel de intervenção legal para acionar as esferas
municipal e federal em casos de emergência. “A comunidade achou muito boa a
iniciativa da MRN estar presente junto com o apoio da Defesa Civil e manifestou
o interesse de que ações como essa continuem. As duas instituições estão
trabalhando preventivamente e quando isso é feito, conseguimos evitar
acidentes”, pontuou Paulo Paixão, coordenador da Defesa Civil de Oriximiná.
Núcleos comunitários
Para
Márcio Alexandre, consultor técnico da Fire & Rescue, a experiência do
primeiro exercício simulado foi importante para mostrar a cultura de segurança
da empresa e a forma preventiva como está atuando nas comunidades. O consultor
técnico ressalta que o primeiro simulado também trouxe aprendizados e, junto
com a comunidade, a empresa fará o aprimoramento das ações. “Será um processo de trabalho conjunto para
que sejam formados núcleos de Defesa Civil comunitários, com o intuito de
preparar as pessoas da comunidade para o atendimento dentro de qualquer evento
que possa gerar uma emergência, além de um possível rompimento de barragens,
como incêndios, acidente com algum comunitário, desabamento de uma casa, um
desbarrancamento ou inundação. É importante a comunidade estar preparada para
fazer esse primeiro atendimento em caso de emergência para que, em seguida,
cheguem os melhores recursos para minimizar qualquer dano à vida e ao meio
ambiente”, explicou Márcio Alexandre.
Sobre a segurança do Sistema de Rejeitos
A
Mineração Rio do Norte (MRN) reitera que opera um sistema de gestão de rejeitos
seguro e estável, considerado de baixo risco, de acordo com os recentes laudos
emitidos em abril deste ano pela Agência Nacional de Mineração (ANM), após a
realização de visita “in loco” às instalações da empresa.
A
MRN vem trabalhando de forma comprometida para o atendimento da Resolução
número 4 da ANM de 2019, já tendo efetuado uma série de ações, como a mudança
das instalações administrativas vizinhas aos tanques de rejeitos.
Complementarmente,
no mês de junho deste ano, a ANM reclassificou 11 estruturas do Sistema de
Gestão de Rejeitos da Mineração Rio do Norte (MRN): SP01, SP2/3, SP4N, SP5L,
SP5O, SP6, SP8, SP9, SP10, SP11, SP16, localizadas no platô Saracá, para Dano
Potencial Associado (DPA) alto. Esta reclassificação seguiu recomendação do
auditor externo independente contratado pela MRN e foi motivada pela
localização de um acesso interno as instalações da empresa na ZAS (Zona de
Autossalvamento). É importante ressaltar que a alteração do DPA não altera a
estabilidade das estruturas, não havendo, portanto, aumento do risco de
rompimento, que permanece baixo.
Com
relação aos Autos de Infração mencionados, imediatamente após a mudança da
reclassificação das estruturas, a MRN foi autuada por não ter apresentado o
PAEBM das referidas estruturas, por meio de 11 autos infração, datados de
26/06/2019, pelo que a MRN solicita maior prazo para elaboração dos planos de
atendimentos de emergência, os quais demandam alguns meses para sua
finalização.
Fonte/Fotos: Fabiana Gomes
Analista
de Comunicação | Communication Analyst | Temple Comunicação

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