CIDADES DA ILHA DO MARAJÓ SÃO UM GRANDE ATRATIVO PARA OS TURISTAS
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| Pesqueiro, uma das praias mais elogiadas do Estado, recebe milhares de pessoas. |
Graças
às belezas naturais e melhor estrutura turística, as cidades de Soure e
Salvaterra concentram maior número de turistas no Marajó, atraindo visitantes
do Pará e de outros estados, além de estrangeiros, que descobriram as
encantarias dos caruanas, dos ritmos e danças e da exótica culinária que vai do
aviú ao turu, do caranguejo aos peixes de diversas espécies, do filé de búfalo
na chapa com queijo do Marajó até o apreciado camarão pitu.
O
transporte para as cidades pode ser feito de carro, saindo do porto de Icoaraci
todas as manhãs, com três viagens de balsa e um ferry boat que transporta mais
de mil passageiros e cem veículos, com a máxima segurança e conforto. Outra
opção são as lanchas rápidas que fazem a travessia em duas horas, partindo às
8h do Terminal Hidroviário de Belém, na Avenida Marechal Hermes, onde as
passagens podem ser adquiridas com antecedência.
Outras
empresas também disponibilizam navios e lanchas diárias pela manhã e à tarde,
indo direto ao porto do Camará, em Salvaterra, onde funciona o terminal
hidroviário da região. Todas as empresas mantem sites informando horários e
saídas extras, dependendo do movimento de turistas. A ordem é não deixar
ninguém sem transporte.
Tanto
Soure quanto Salvaterra possuem bons hotéis, pousadas e hostels, que funcionam
para atender públicos diferentes. As praias do Joanes, em Salvaterra, e Barra
Velha e do Pesqueiro, em Soure, são as mais concorridas da região e oferecem
iguarias como caranguejo, camarão, peixe e carne, a preços acessíveis. Mas nada
supera as belezas dos mangues e dos campos marajoaras, onde os búfalos e as
aves de diferentes cores dividem os mesmos espaços em meio aos alagados,
alimentando-se dos peixes da região.
As
praias do Céu e Caju Una, também em Soure, são comunidades de pescadores ainda
não exploradas e com pouca estrutura, que começam a ser descobertas pelos visitantes
apreciadores de um turismo mais aventureiro em áreas pouco habitadas. A região
também é muito frequentada por atletas que curtem esportes radicais e costumam
fazer circuitos de bicicleta pelos campos em meio às boiadas ou de
motocicletas, em disputas de uma cidade a outra.
De
olho nesse crescente setor, as prefeituras das duas cidades apostam na
realização de shows de artistas regionais e nacionais, nas apresentações
culturais e teatrais, na arte da cerâmica e do artesanato em couro, nas danças
folclóricas e até no atendimento médico emergencial ofertado nas próprias
praias e voltado a casos como de ferroadas de peixes e arraias.
Para
completar, pode-se conviver com a história e o legado de quatro séculos do povo
marajoara, cuja tradição, quase da idade do Brasil, escreve-se através da
pesca, do laço e da montaria, nos vastos campos de capim natural em que os
animais e as aves buscam alimento.
Fonte/Foto: Redação Integrada – O Liberal/Sidney Oliveira


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