VALE E EMPRESA CHINESA VÃO MONTAR USINA DE AÇO DE R$ 1,5 BILHÃO NO PARÁ
Pela primeira vez em mais
de quatro décadas de exploração mineral no território paraense, o Pará dispõe
de um novo modelo produtivo para a cadeia do minério de ferro, que torna
possível a implantação de uma usina laminadora de aço em Marabá, com capacidade
para alavancar a economia de dezenas de municípios mineradores, produtores de
matéria-prima de alta qualidade, com grandes estoques para assegurar produtos
de ponta, pronto atendimento e personalização dos itens importantes do segmento
de laminação de aço para os mercados da construção civil, de equipamentos
agrícolas, de empresas automotivas e de máquinas e equipamentos.
Às 18h, desta
quinta-feira, 23, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, em Belém,
o governador Helder Barbalho assinará protocolo de intenções para implantação
da primeira planta de verticalização de minério de ferro no Pará. O
investimento é de R$ 1,5 bilhão, em parceria com a Vale e a empresa China
Communication Constrution Company (CCCC), controladora da brasileira Concremat.
“Estamos construindo um
novo paradigma, um novo patamar para a base produtiva econômica paraense’’,
frisou o governador, ao ponderar que os modelos produtivos de verticalização
tentados até hoje no Estado não obtiveram sucesso, pois eram baseados no
conceito de usinas siderúrgicas de grande porte para produção de produtos
semielaborados, como placas de aço para exportação a outros países, onde são
processados e transformados em produtos de consumo.
“O Brasil não é
competitivo, em termos mundiais, para esse tipo de produto, pela estrutura
tributária, pelo custo do capital no Brasil e, principalmente, pelo excesso de
capacidade produtiva ociosa nas usinas siderúrgicas no mundo”, observou o
governador.
Sobre a escolha de Marabá,
Helder Barbalho frisou os atributos do polo regional para capitanear esse novo
processo industrial que agrega valor à base econômica minerária: localização
geográfica estratégica, como centro de serviços e comércio, e excelentes malhas
ferroviária e hidroviária disponíveis para atender as regiões mais distantes
dos grandes centros produtores de aço no Brasil.
Pelo acordo firmado nesta
quinta-feira, em Belém, a Vale se compromete a viabilizar instrumentos
financeiros para construir a nova indústria. A expectativa é de que até o final
de 2020 todos os financiamentos e
licenças necessárias
estejam liberados para que as obras possam começar em 2021.
A Vale desenvolveu uma
nova tecnologia para produzir metálicos, chamada Tecnored. A empresa trabalha
agora na engenharia da primeira planta industrial que utilizará a nova
tecnologia. A intenção é disponibilizá-la à usina laminadora de Marabá, com a
construção de um forno elétrico para produzir placas de aço para a demanda do
mercado local.
"A região de Marabá e
o povo do Pará aguardavam por esse momento. O governo criou um ambiente
propício no mundo econômico, ganhando a confiança do mercado investidor nacional
e estrangeiro. Vamos verticalizar o minério de ferro, com transparência e
compromisso com o meio ambiente", destacou o governador.
Fonte: Agência
Pará

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