NO AMAZONAS, PROFESSORES ACEITAM PROPOSTA DO GOVERNO E PROJETO SERÁ VOTADO NA ALE-AM NESTA QUINTA (23)
Aumento
salarial de 4,73% e reajuste em benefícios estão entre os pontos da proposta.
Fim da greve, no entanto, será discutido em assembleia
Os professores da rede estadual de educação
aceitaram a proposta de reajuste de 4,73% e o projeto com três emendas
parlamentares vai ser votado nesta quinta-feira (23) na Assembleia Legislativa
do Estado (ALE-AM).
A decisão foi comunicada em coletiva de imprensa
na tarde de hoje (22), na ALE-AM, após uma reunião entre representantes do
Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e Sindicato dos Professores e Pedagogos de
Manaus (Asprom Sindical).
Para o presidente da ALE-AM, deputado Josué
Neto, as negociações chegaram ao fim e as emendas apresentadas pelos deputados
foram aprovadas pelo governo e pelos professores.
“Esse termo de entendimento vai trazer mais
conquistas aos professores do que a matéria que vamos votar amanhã. Vai receber
três emendas que vem ao encontro do anseio dos professores. O documento foi
feito em conjunto com todos", explicou.
Segundo Josué Neto, a proposta inicial
apresentada pelo governador Wilson Lima teve algumas mudanças e foi assinada
por todos. Sobre isso, a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, disse
que a proposta foi aceita, mas o fim da greve ainda depende da aprovação da
categoria.
“O auxilio localidade foi um dos pontos que
teve mudança e faz parte desses ajustes. O fim da greve vai ser decidido da
mesma forma que começou. Em assembleia geral ainda com data a ser
definida", afirmou.
Decisão com governo
Antes do projeto ser novamente reencaminhado
para a Assembleia, os professores e o presidente da ALE-AM tiveram um encontro
com o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho, para ajustar as
mudanças.
Como parte da proposta, o Governo do Amazonas
se compromete a desistir da ação judicial e o cancelamento dos efeitos das
penalidades consequentes aos professores grevistas.
Proposta
Conforme a proposta, e o Projeto de Lei já
encaminhado pelo governador Wilson Lima à Aleam na semana passada, haverá
reposição salarial de imediato de 3,89% (inflação acumulada dos últimos 12
meses) somado aos 0,81% (perda residual inflacionaria do período 2015 - 2018).
Com isso, a garantia imediata de uma reposição salarial de 4,73%, retroativo a
março/2019.
Na proposta, o Governo do Amazonas se
comprometeu a criar Comissão Especial para avaliar viabilidade legal,
financeira e orçamentária da Proposta de recomposição das perdas financeiras e
outros assuntos pertinentes apresentados pelo Sinteam e Asprom Sindical, da
mesma forma como houve no período de negociação da data-base.
A Comissão Especial será formada por
representantes indicados pelo Sinteam e Asprom/Sindical; por representantes do
Governo do Amazonas, via Secretaria de Fazenda, Procuradoria Geral do Estado
(PGE), Secretaria Estadual de Educação; Comissão de Educação da Assembleia
Legislativa do Amazonas e representantes dos professores da base. Ao final dos
trabalhos da Comissão Especial deve ser emitida Nota Técnica conjunta sobre
viabilidade legal, financeira e orçamentária da proposta.
Conforme a proposta, se houver viabilidade
legal, financeira e orçamentária, mediante resultados dos estudos dessa
Comissão Especial, o Governo do Amazonas diz que vai incluir o valor desta
reposição salarial escalonada como previsão orçamentária para o ano de
2019/2020, desde que o limite de gastos com pessoal esteja abaixo do limite
prudencial da LRF, de 46,55%.
Progressões
Como parte da proposta, o Governo do Amazonas,
via Secretaria de Educação, vai aperfeiçoar o sistema de concessão da
progressão horizontal aos servidores da educação, reduzindo o tempo de
concessão de 4 para 3 anos, e estudar a viabilidade orçamentária de aumentar o
percentual financeiro de 2% para 5% de cada migração de referência.
O Governo reafirmou na proposta que vai
conceder de forma imediata as progressões verticais (por titulação), a 1,7 mil
servidores, nos seguintes percentuais: 12% (especialista); 50% (mestre); 55%
(doutor), no prazo de até 60 (sessenta) dias. Isso ocorrerá mediante emenda
aditiva ao Projeto de Lei n.º 293/2019.
Há ainda o compromisso do Governo do Amazonas,
via Secretaria de Educação, de aperfeiçoar o sistema de concessão desta Progressão,
avaliando a possibilidade de torná-la automática. O que deve ser firmado com a
retomada da Comissão de Estudo do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações da
Educação (PCCR), Lei nº. 3.951/2013.
Auxílio-localidade
No reajuste do auxílio-localidade, houve
mudança na nova proposta, que é de reajuste imediato do benefício nos seguintes
valores: R$80,00 para servidores da Educação das sedes do interior e R$120,00
para servidores da Educação atuantes nas zonas rurais dos municípios.
O Governo do Amazonas também promete incluir
no Projeto de Lei da data-base, a mudança do auxílio localidade de verba
remuneratória para verba indenizatória.
Vale-transporte e alimentação
A proposta é a concessão imediata do
vale-transporte para os servidores da educação, com carga horária de 40 e 60
horas por Cadastro de Pessoa Física (CPF), que exercem suas funções na cidade
de Manaus, Amazonas, o que será feito por decreto do governador Wilson Lima.
O Governo também deve acrescentar, de
imediato, R$30,00 ao valor do auxílio alimentação para todos os servidores da
educação, passando de R$420,00 para R$ 450,00 também consta da proposta. Será
feito por decreto do governador.
Plano de saúde
O plano de saúde dos servidores também fez
parte das discussões. O Governo, através da Seduc e Sefaz, em conjunto com a
Aleam, promete debater e avaliar a possibilidade de estender o atendimento e a
estrutura médico-hospitalar do plano de saúde Hapvida, atualmente circunscrito
a Manaus, a todos os municípios do interior do Amazonas, ou aos municípios
polos.
Também estudará estender o atendimento
médico-hospitalar do plano de saúde Hapvida aos servidores inativos da
educação, em que a contrapartida financeira seja dada pela Amazonprev. E vai
avaliar, ainda, o contrato firmado com a Hapvida, visando a melhoria do
atendimento dos profissionais do interior.
PCCR
Em até 60 dias, a proposta prevê que deverá
ser recomposta a Comissão de estudo do Plano de Cargos, Carreiras e
Remunerações (PCCR) da Educação, Lei nº. 3.951/2013, com a garantia de
permanência nessa Comissão de representantes do Sinteam, Asprom/Sindical e dos
professores da base.
Fonte/Foto:
Izabel Guedes, A Crítica, com informações da assessoria de imprensa/Antônio
Lima


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