FILHOTE DE PREGUIÇA 'CHORA' APÓS PERDER A MÃE, EM RONDÔNIA
Veterinários farão o tratamento para o filhote voltar
à vida silvestre em Rondônia
Um bicho-preguiça filhote,
que perdeu a mãe na terça-feira (14), não parou de chorar nas primeiras horas.
Conforme as veterinárias que cuidam do animal, o filhote preguiça tem
aproximadamente três meses de idade, e recebe tratamento para voltar à vida
silvestre sozinho em Ariquemes, Rondônia.
A mãe estava no Parque
Botânico de Ariquemes, quando visitantes viram uma preguiça caindo com o
filhote no colo. Não momento, um dos vigilantes do parque fez o resgate e levou
o animal para avaliação médica. Em entrevista ao G1 Rondônia, uma das
veterinárias que prestou o atendimento contou que a preguiça tinha um ferimento
no braço.
“Chegando lá se deparamos
com a mãe extremamente debilitada, fraca muito desidratada. Quando trouxemos à
clínica para sedá-la e avaliá-la melhor, verificamos uma lesão muito extensa no
braço direito, que já tinham larvas. Toda a musculatura estava necrosada e já
dava pra ver o osso, era bem crítica a situação dela”, explicou a médica Luana
Farias.
Ainda segundo a
veterinária, as preguiças vivem entre 30 a 40 anos, e aquela, que já estava em
idade bem avançada, não resistiu ao ferimento e acabou morrendo.
Como a mãe preguiça estava
com o filhote, e segundo a veterinária Layane Teixeira, que também ajudou no
tratamento, os filhotes de preguiça vivem grudados à mãe, no mínimo até os seis
meses de idade, quando começam a ficar independentes.
“Ela sentiu muito a falta
da mãe no início, tanto que chorou bastante e a gente tentou fazer uma
adaptação. Peguei um ursinho de pelúcia e coloquei junto dela, pra se agarrar e
abraçar, pois na vida real o filho fica exclusivamente no colo, costas e
barriga, porque a mãe o carrega para todo local”, explicou.
O filhote está em
tratamento, e recebe os cuidados, como amamentação a cada duas horas, além de
uma pelúcia para não sentir tanta falta da mãe.
"Agora a gente
percebe que ela já está muito mais animada. Ela tem se alimentado bem e parou
de chorar, o que é muito gratificante pra gente ver", disse Layane
Teixeira.
A preguiça deve ser
tratada em cativeiro até ela ficar fora de risco, para poder ser introduzida no
habitat silvestre, que deve acontecer em três ou quatro meses. Para as
voluntárias, o momento da despedida será de muita dificuldade, por todo o
vínculo criado com o filhote.
"No momento da
despedida ficaremos um pouco tristes, porque a gente já criou um elo de
preocupação, pois toda hora queremos ver como ela está. Mas também ficaremos
muito felizes por termos conseguido introduzi-la novamente ao habitat dela com
saúde, para ter uma boa vida no futuro”, concluiu Layane Teixeira.
Fonte/Foto:
Portal Amazônia/Arquivo Pessoal


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