SINDICATO DE PROFESSORES DE MANAUS ANUNCIA ATO DE PARALISAÇÃO NESTA QUINTA (28)
Segundo Asprom Sindical, negociações com Seduc e Sefaz
se esgotaram e os professores discordam da proposta de reajuste salarial de 4%
apresentada até então
O Sindicato dos
Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) anunciou um ato de
paralisação da categoria nesta quinta-feira (28) em frente à sede do governo,
na av. Brasil, Compensa, Zona Oeste da cidade, a partir das 8h. Os
trabalhadores da educação buscam o diálogo sobre reajuste salarial e querem ser
recebidos pelo governador Wilson Lima.
De acordo com o presidente
da Asprom Sindical, Lambert Melo, as negociações com os titulares da Secretaria
de Estado de Educação (Seduc), Luiz Castro, e da Secretaria de Estado de
Fazenda (Sefaz), Alex Del Giglio, se esgotaram e a categoria discorda da
proposta de reajuste salarial de 4% apresentada até então. Segundo entidades
sindicais, o percentual é insuficiente para ganhos reais de servidores
públicos.
“Eles informaram que a
proposta é a máxima e não tem como avançar. Essa proposta foi rejeitada pela
categoria em assembleia geral que considerou indigna e indecente e continuamos
reivindicando os 15% de reajuste e ganhos reais. Queremos que o governador
tenha sensibilidade, recebe a comissão do sindicato, ouça às reivindicações e
apresente a sua visão e uma proposta melhor para a categoria”, disse Lambert,
acrescentando que a categoria não espera como resposta do executivo a
informação de que o governador está viajando ou em agenda externa.
Caso a comissão da Asprom
Sindical não seja recebida pelo governador, segundo Lambert, será marcado de
imediato uma assembleia geral dos professores para deliberar, possivelmente, o
indicativo de greve por tempo imediato. “A definição da data vai ser de
imediato e provavelmente ainda neste final de semana”, disse.
A “paralisação de
advertência”, como foi intitulada pelos membros da Asprom Sindical, estima
reunir pelo menos três mil professores no ato e também a interrupção das
atividades nas escolas da rede estadual de ensino nos três turnos de atividade
no dia marcado. Merendeiros, vigias e auxiliares administrativos também
sinalizaram apoio à manifestação.
Assembleia
Em posição de retaguarda,
o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) – órgão de
representação oficial da categoria – programou uma assembleia geral para tarde
desta quarta-feira (27) para deliberar quais alternativas serão aderidas pelos
servidores frente às
propostas do Estado. A
reunião será do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), no centro, contará com
a participação de professores do interior.
De acordo com a presidente
do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, Nova Olinda, Tefé, Itacoatiara, São Paulo
de Olivença, Parintins e Humaitá farão assembleia durante a semana para decidir
se aceitam a contraproposta do governo, de 3,93% de reajuste e o pagamento das
progressões verticais e horizontais.
Em assembleia, os
professores estaduais que atuam em Eirunepé rejeitaram a proposta e manteve o
percentual de 15% e as demais pautas de reivindicação: reajuste do vale
alimentação, vale-transporte para todos os trabalhadores, reajuste do
auxílio-localidade, extensão do plano de saúde para aposentados e progressões
horizontais e verticais.
A reportagem entrou em
contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação e
Qualidade de Ensino (Seduc) e aguarda posicionamento da pasta.
Fonte/Foto:
Larissa Cavalcante – A Critica, Manaus/Arquivo A Critica


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