A CARA DO PARÁ: HOJE O VER-O-PESO CHEGA AOS SEUS 392 ANOS DE PURO ENCANTAMENTO


Em um breve caminhar pelos mais de 25 mil metros quadrados de feira, os estímulos vêm de todos os lados. Seja pelo aroma do açaí com peixe frito que anuncia uma das grandes tradições locais, pelo burburinho das conversas que quase sempre resultam em longas risadas ou mesmo pela cor viva do tucupi que preenche o olhar. Completando 392 anos de existência neste dia 27 de março, o Complexo do Ver-o-Peso é como um convite ao exercício dos sentidos.
Beirando a Baía do Guajará, o tucupi é destaque entre o amontoado de pessoas que trabalham desde as primeiras horas da manhã. Ainda antes que os olhos alcancem o colorido moldado pelas garrafas PET, é o cheiro do líquido fervente que prende os sentidos. Em um espaço quase improvisado, os caminhos que levam à extração do líquido estão postos, disponíveis à visão dos mais curiosos.
Um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a contribuição conjunta de todas as atividades do Ver-o-Peso injete R$1 milhão na economia paraense todos os dias.
VER-O-PESO EM NÚMEROS:
Quase 50 mil pessoas circulam diariamente pelo Complexo do Ver-o-Peso
No local, trabalham aproximadamente 5 mil pessoas, distribuídas em cerca de 12 atividades comerciais
Estima-se que 30 toneladas de açaí são comercializadas em média, por ano, somente na Feira do Açaí
Entre 80 a 100 toneladas de pescado são comercializados por dia através do complexo. São mais de 40 tipos diferentes de pescado
Entre 4 mil e 5 mil quilos de farinha de mandioca são comercializados por dia
Estima-se que sejam comercializadas aproximadamente 30 toneladas de hortaliças, legumes e produtos de granjas mensalmente no Complexo do Ver-o-Peso

Dados: Dieese-PA - números referentes ao ano de 2017

Fonte/Foto: Cintia Magno - Diário do Pará/Tarso Sarraf

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