TRÊS MINISTROS DO GOVERNO BOLSONARO DESEMBARCAM NESTA QUARTA FEIRA NO PARÁ

Bibiano, ministro de Bolsonaro

Damares, Bibiano e Salles chegam a Tiriós-PA
O governo vai começar o seu plano de desenvolvimento pela região amazônica e enviará 3 ministros ao oeste do Pará para avaliar investimentos de infraestrutura e definir grandes obras na região, informa O Estado de S. Paulo nesta terça-feira.
A escolha não é casual, segundo o jornal. O avanço nessas áreas isoladas da floresta e na fronteira atende também a um compromisso de campanha do presidente Jair Bolsonaro de aumentar a presença do Estado no chamado Triplo A.
Trata-se de uma área que se estende dos Andes ao Atlântico, onde organismos internacionais supostamente pretendem criar uma faixa independente para preservação ambiental.
A região é estratégica para os militares, que querem marcar posição contra o que chamam de “pressões globalistas”.
Como parte dessa estratégia, os ministros Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) desembarcam nesta quarta-feira, 13, em Tiriós (PA) para discutir com líderes locais a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos, uma hidrelétrica em
Oriximiná e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname.
PRODUÇÃO DE GRÃOS
A hidrelétrica teria, na avaliação do governo, o propósito de abastecer a Zona Franca de Manaus e região, reduzindo apagões.
A ampliação da BR-163 [Santarém-Cuiabá] – construída nos anos 1970, ainda inacabada e notícia por causa de seus atoleiros – cumpriria uma meta de integração da Região Norte. Já a ponte ligaria as duas margens do Amazonas por via terrestre, ainda feita por travessia de barcos e balsas. O projeto serviria como mais um caminho para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.
Bebianno comparou as iniciativas à retomada do Calha Norte, projeto do governo José Sarney para fixação da presença militar na Amazônia.
“A retomada do Calha Norte é fundamental para o Brasil como um todo. Estamos fazendo um mapeamento da região e vamos lá olhar pessoalmente”, afirmou o ministro ao Estado.
O movimento coincide com ação do governo para combater a influência do chamado “clero progressista” da Igreja Católica na região.

Fonte/Foto: Blog do Jeso

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