PACOTE DE OBRAS INCLUI O PARÁ E DEIXA O AMAZONAS DE FORA
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| BR 316, lida Sul ao Norte do país |
Plano inclui ponte em Óbidos, Hidrelétrica em Oriximiná
e a toda a pavimentação da BR 316, que passa em Santarém
Como estratégia militar o
governo Jair Bolsonaro prepara o pacote de Obras para a Amazônia direcionado
para o Estado do Pará. O Amazonas ficou mesmo de fora deste pacote.
Segundo o jornal o Estado
de São Paulo, os projetos do governo incluem uma ponte sobre o Rio Amazonas, na
cidade de Óbidos, [onde já existe uma unidade da Polícia Federal], uma
hidrelétrica sobre em Oriximiná [ cidade com dezenas de associações de
quilombolas], e a extensão da BR-163, em
Santarém [Rodovia que integra o Sul, ao Centro-Sul e Norte até o Suriname, na fronteira com o Norte do
Pará]. A Região do Pará é rica em recursos minerais.
Segundo o Estadão, o
projeto inclui, não somente desenvolver a região, como o escoamento da
produção, por exemplo.
O plano faz parte de uma
estratégia dos militares que querem marcar posição contra o que eles chamam de
‘pressão mundial’, depois de relatórios da Associação Brasileira de
Inteligência (Abin) de que o Papa Francisco e os cardeais brasileiros vão
debater a Amazônia, índios, quilombolas, temas que o governo Bolsonaro
considera de “agenda de oposição”. O encontro da Igreja Católica, denominado
‘Sínodo da Amazônia’, está previsto para o mês de outubro.
No Pará, a BR 316, se
estende até o Pelotão Especial de Fronteira de Tiriós-PA, no Suriname. A
Rodovia tem expansão ainda pelo distrito de Cachoeira Porteira, na cidade de
Oriximiná, Alenquer ( Região do Trombetas); São Felix do Xingu, Óbidos, Curuá,
Belterra e Santarém. A pavimentação da BR 316 vai até o entrocamento com a BR
320, na Transamazônica [ uma parte da
rodovia passa pelas cidades de Humaitá e Lábrea, no Sul do Amazonas, mas essa
área está de fora do projeto].
E o governo tem pressa em
iniciar o pacote de Obras. Ainda de acordo com o Estadão, desembarcam nesta
quarta-feira(13/02), , em Tiriós (PA), onde está localizado um pelotão militar
na fronteira com o Suriname no Pará, os ministros Gustavo Bebianno (
Secretaria-Geral da Presidência), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares
Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). A finalidade é discutir com líderes
das comunidades paraenses a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na
cidade de Óbidos, uma hidrelétrica em Oriximiná e a extensão da BR-163.
Nas Obras na Amazônia, o
Amazonas não entra, pelo menos agora neste pacote. A pauta das autoridades do
Estado para fortalecer a fronteira com a Colômbia e Peru, por onde entra a
droga no país; a pavimentação da BR 319, no sul do Amazonas [Manaus-Rondônia] e
a Zona Franca de Manaus não são incluídos neste pacote.
O detalhe é que o Amazonas
votou em Jair Bolsonaro para presidente. Já o Pará escolheu Fernando Haddad. O
petista obteve 54,08% contra 45%,2 de
Bolsonaro, no Pará. O resultado no Amazonas ficou assim: Bolsonaro (46,03%) e
Haddad (29,28%).
Fonte/Arte:
DeAmazônia


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