DEU O QUE FALAR: "RACHA" DE FERRY BOATS NO RIO AMAZONAS
Anteontem à tarde, os
ferry boats de grande porte Fred William I e Comandante Paiva V, navegando em
pleno rio Amazonas, o mais caudaloso do mundo, entre Itacoatiara e
Parintins(AM), travaram uma disputa por velocidade, ficaram a menos de um metro
de distância um do outro e chegaram a colidir. Por um triz não aconteceu uma
tragédia com centenas de mortos, os danos foram apenas materiais. Um vinha de
Alenquer e o outro de Monte Alegre(PA), ambos com destino a Manaus(AM). Houve
pânico a bordo, como se observa no vídeo aí em cima, um dos vários feitos pelos
passageiros em desespero. A Marinha do Brasil, através do Comando do 9º
Distrito Naval e da Capitania dos Portos de Itacoatiara, agiu imediatamente
após a veiculação das denúncias de “racha” no meio do Amazonas e apreendeu as
duas embarcações. Hoje os comandantes dos ferry boats prestaram depoimentos e
os barcos foram submetidos a perícia e verificação pela Agência Fluvial de
Itacoatiara. Um inquérito será instaurado para apurar as causas, consequências
e responsabilidades.
São muitos os acidentes nos
rios da Amazônia, a maioria com centenas de mortos. Mesmo assim, sequer existe
uma estatística oficial, até porque boa parte dos barcos regionais nem tem
registro, isto sem falar nas canoas e po-po-pôs, usados pelas famílias
ribeirinhas como único meio de transporte. Como o cavalo do árabe, a canoa é o
veículo da gente das ilhas, que se desloca assim de um sítio ao outro. O rio é
a rua do amazônida. É no casco sem toldo e sem vela que os defuntos seguem para
a cova embarcados, os noivos, os padrinhos, as procissões, os namorados, os
músicos.
Até quando a
irresponsabilidade de alguns será o comando da vida e da morte dessa pobre
gente?!
Fonte/Foto: Franssinete
Florenzano/Amazonas Atual


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