QUILOMBOLAS TEMEM POR ROMPIMENTO DE BARRAGENS, EM ORIXIMINÁ (PA)
Mineradora Vale é 'dona' das barragens de Oriximiná
(PA), em terras conhecidas como 'Palmares Amazônico'
A Associação de moradores
do Quilombo Boa Vista, às margens do rio Trombetas, em Oriximiná, no Oeste do
Pará, divulgou nota falando sobre o risco de rompimento de duas barragens de
minérios, que ficam a 430 quilômetros do local onde vive a comunidade, que são
administradas pela Mineração Rio do Norte (MRN). Moram no quilombo Boa Vista
aproximadamente 120 famílias.
Conforme apurou o Portal
DeAMAZÔNIA, a MRN, responsável pelas barragens em Oriximiná tem como principal
acionista a Vale, a mesma mineradora que comanda a barragem de Brumadinho, em
Minas Gerais.
A Mineração Rio do Norte
(MRN) é um consórcio composto pelos acionistas Vale (40%), Alcoa (18,2%), BHP
Billiton (14,8%), RioTintoAlcan (12%), CBA (10%) e Hydro (5%), e iniciou os
trabalhos na Região de Trombetas na década de 70. Desde lá o consórcio, trava
uma luta judicial com as comunidades de quilombolas, porque a MRV reivindica
propriedade das terras que os descendentes de escravos moram.
EXPLORAÇÃO DE BAUXITA
Segundo o Ministério
Público Federal do Pará, a Mineradora Rio do Norte expandiu a exploração de
bauxita para dentro dos territórios quilombolas sobrepostos à Floresta Nacional
Saracá-Taquera. As terras de Trombetas são conhecidas como Palmares Amazônico.
As unidades de conservação sobrepostas aos territórios quilombolas são
administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio).
De acordo com o G1, em
matéria assinada pelo jornalista Adonias Silva, a associação de Quilombo de Boa
Vista diz que além do risco de rompimento das barragens, há também preocupação
sobre a poluição ambiental dos serviços executados na mineradora.
Na região de Oriximiná, os
quilombolas somam cerca de 9 mil pessoas distribuídas em 36 comunidades
ocupando oito territórios coletivos, dos quais quatro encontram-se titulados e
um parcialmente titulado. O território de Trombetas é conhecido como o
“Palmares Amazônico”.
Em nota a Associação de
Quilombo informa também que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visitou o local, há quase dois anos, e
recomendou um Estudo de Ruptura Hipotética e a Elaboração do Plano de Ação de
Emergência.
Ainda segundo a matéria do
G1, publicada nesta terça-feira (29/01), a empresa MRN, afirma que atendeu o
Ibama e realizou o estudo, e que atestou baixos riscos de atingimento da
comunidade, em caso de rompimento das barragens. A mineradora reitera que as barragens
estão em condições seguras.
GOVERNO DO PARÁ
Nesta segunda-feira
(28/01), o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou a criação de um Grupo
de Trabalho (GT) afim de fazer um levantamento e fiscalizar as barragens de mineração no estado.
Fonte/Imagens:
Portal DeAmazônia



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