EM MANAUS, IMIGRANTES VENEZUELANOS APOIAM JUAN GUAIDÓ
Os venezuelanos utilizaram faixas, cartazes e gritos
para exaltar a fala de Guaidó
Na tarde desta
quarta-feira, (23), manifestantes venezuelanos se reuniram na Praça do Congresso,
em Manaus, em forma de apoio ao presidente da Assembleia Nacional da
Venezuela, o Parlamento do país, o
deputado Juan Guaidó. Durante um discurso, Guaidó se declarou presidente da
República em exercício e jurou em nome de Deus.
Na capital amazonense, os venezuelanos
utilizaram faixas, cartazes e gritos para exaltar a fala de Guaidó. O fotógrafo
Roy Salazar, de 50 anos, disse que espera ver mudanças efetivas a partir de
agora. "Estamos aqui com muita alegria e força. Queremos voltar para nossa
casa, que sofre economicamente", disse.
Em Manaus há dois meses,
Maria Alejandra, de 49 anos, falou a Rede Amazônica que o grupo comemorou a
oposição ao atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por acreditar em um
retorno ao país. "Estamos manifestando nosso sentimento de solidariedade
com meu país e meus irmãos venezuelanos. A razão que me trouxe aqui [Manaus]
foi por problemas de saúde. Lá, não temos remédio e tratamento, mas meu coração
está no meu país. Nós não temos necessidade de andar pelo mundo, porque lá tem
tudo o que precisamos, mas fomos sequestrados por muitos anos. Nossa nação não
está sendo bem governada, estão querendo roubar nossa liberdade", afirmou,
emocionada.
Na Venezuela
Após as declarações de
Guaidó, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi para a janela do Palácio
Miraflores, sede do governo, em Caracas, acompanhado da mulher e assessores,
para discursar para manifestantes favoráveis a ele que cercavam o edifício. O
venezuelano disse que se manterá no poder e resistente ao que chamou de
tentativa de golpe e batalha contra a guerra econômica. Ele segurou uma
bandeira da Venezuela em tamanho grande.
Com um discurso emocional,
Maduro ressaltou que foi eleito legitimamente e anunciou o rompimento das
relações políticas e econômicas com os Estados Unidos. “Governar cada vez mais
das ruas e perto do povo para resolver todos os assuntos”, disse. “Peço a
todos, vamos fortalecer a legitimidade e o poder do Estado em defesa da paz e
da democracia venezuelana.” Diante da
pressão, Maduro convocou seus simpatizantes a sair às ruas. A palavra de ordem
dita pelo presidente venezuelano foi: “Leais sempre, traidores nunca”. Ele
relembrou sua história política. “Eu me formei nos bairros de Caracas e nas
assembleias de trabalhadores”, disse Maduro numa referência indireta a Guaidó
que tem dois cursos superiores e pós-graduação.
No discurso, Maduro chamou
o povo venezuelano a manter a mobilização para defender a ameaça de golpe. Ele
criticou o que chama de "invisibilização do povo bolivariano" pelos
meios de comunicação do país e internacionais.
"O povo é o único que
elege presidente na Venezuela. Só o povo pode, só o povo tira. Não queremos
voltar ao século 20 de golpes de Estado. O povo venezuelano diz não ao
golpismo".
Fonte/Foto:
Portal Amazônia/Caio Fonseca


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