DEMARCAÇÃO = PRESERVAÇÃO !
Na primeira
metade do século XVI, o conquistador espanhol Francisco de Orellana equiparou a
valentia das mulheres indígenas que encontrou no Novo Mundo à das amazonas da
Grécia Antiga. Daí veio o nome do rio que descobriu e da própria região. A
história da Amazônia, portanto, é de resistência. E resistir é mais do que
preciso. Povos originários e meio ambiente continuam sob ataque. Mal assumiu o
cargo, o presidente gerou polêmica ao dizer que “15% do território nacional é
demarcado como terras indígenas e quilombolas e que menos de um milhão de
pessoas vive nestes lugares isolados do Brasil de verdade”.
A afirmação equivocada mereceu uma resposta à
altura dos povos Aruak Baniwa e Apurinã, em carta dirigida a Jair Bolsonaro e
deixou no ar uma pergunta: o agronegócio vai continuar a definir o destino da
floresta e de seus habitantes? Em nome de que vamos fechar os olhos e permitir
a continuação – e até expansão – de um modelo que é um entrave às atividades
econômicas sustentáveis e à preservação do meio ambiente? Não é uma baita
inversão de valores?
Fonte/Foto: Uma Gota no
Oceano


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