ADEPARÁ TRAÇA PLANO DE AÇÃO PARA ERRADICAR A MOSCA DA CARAMBOLA NO PARÁ
Técnicos e especialistas
de instituições de pesquisas e órgãos fiscalizadores que integram o Programa
Nacional de Erradicação da Mosca da Carambola participaram, na manhã desta
quarta-feira (23), de uma reunião técnica no auditório da Embrapa. O objetivo
do encontro era traçar um plano de ação integrado para o combate e erradicação
da praga da Mosca da Carambola no Estado do Pará.
A reunião de trabalho foi
organizada pela Agência de Defesa
Agropecuária do Pará (Adepará) e contou com a presença de representantes do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão
Rural (Emater), Sindicato dos Produtores Rurais e Agência de Defesa
Agropecuária do Amapá, agregando especialistas e estruturas para atuarem de
forma estratégica no combate da praga no Pará.
O plano de ação para
erradicar a presença do inseto no Estado é tema prioritário da atual gestão da
Adepará, que visa a garantia da segurança da atividade agropecuária e o
desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Estado. “O plano de ação da nova
gestão pretende integrar os órgãos envolvidos, e os técnicos da Adepará para uma maior eficácia nos
resultados dos trabalhos realizados, avançando na produção do conhecimento e na
solução para atender a meta no combate à Mosca da Carambola”, declara Lucivaldo
Lima, diretor-geral do órgão.
Durante a reunião, foram
analisadas a situação da defesa agropecuária no Pará; as diretrizes adotadas
para atender às determinações do Mapa no combate à praga; o trabalho da Adepará
no Programa Nacional de Erradicação da Mosca da Carambola e suas ações de
contenção, monitoramento, trânsito agropecuário e educação sanitária previstas
para o Estado.
A coordenadora do Programa
do Mapa, Maria Julia Godoy, participou do encontro e fez uma análise da
situação. “A discussão de hoje é importante, principalmente, porque existem
restrições para a exportação de frutos de áreas atingidas pela Mosca da
Carambola. Com a integração dos órgãos envolvidos no combate, iremos fortalecer
o polo citrícola paraense, que almeja exportar para a Europa e outros estados
do Brasil”, afirmou.
O presidente do Sindicato
dos Produtores Rurais, Arcídio Ornela Filho, está entusiasmado com a vontade
política e com o envolvimento dos órgãos dos Governos Federal e Estadual. “A
expectativa do segmento é bastante otimista, pois, pela primeira vez,
observamos um entendimento do governo em resolver o problema da erradicação da
mosca. As ações são complexas e observo a boa vontade e o comprometimento dessa
equipe no combate e erradicação da praga. Desta vez as coisas vão acontecer”,
declarou.
ORIGEM DA PRAGA – A Mosca
da Carambola entrou no Brasil pelo Estado do Amapá através da Guiana Francesa,
atingindo o Estado de Roraima, e hoje também foi detectada nos municípios
paraenses de Breves, Melgaço e Almerim. A praga se multiplica rapidamente, pois
seu ciclo de reprodução é intenso e pode causar grandes prejuízos econômicos ao
Pará. A Adepará realiza ações de educação sanitária e fiscalização do comércio
de sementes e mudas, com a finalidade de atestar a qualidade e padrões de
sementes e mudas comercializadas no Estado, obedecendo às normas vigentes
estabelecidas em Lei.
Os frutos hospedeiros da
Mosca Carambola, de acordo com a
Instrução Normativa nº 38, do Ministério
de Agricultura são: Abiu, Acerola, Ajuru,
Ameixa-roxa, Amendoeira, Araçá-boi, Biribá, Caimito, Caju, Carambola, Cutite,
Fruta-pão, Goiaba, Goiaba-araçá, Gomuto, Jaca, Jambo rosa, Jambo d´água, Jambo
amarelo, Jambo vermelho, Jujuba , Jujuba
chinesa, Laranja da terra,
Laranja doce, Licania, Limão Cayena, Manga, Muruci, Pimenta de cheiro,
Pimenta picante, Pitanga vermelha, Sapotilha, Tangerina, Taperebá, Tomate,
Toranja e Bacupari.
Quem transportar ou vender
frutos hospedeiros das regiões com a presença da mosca carambola poderá sofrer
penalidades impostas pela Lei Estadual
nº 7.392/2010 que prevê apreensão, destruição e multa.
Fonte/Foto:
RG 15/O Impacto e Secom


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