PARÁ: IDEFLOR-BIO RECEBE RECURSOS PARA CRIAÇÃO DE CENTRO DE TREINAMENTO EM MANEJO FLORESTAL
O Instituto de
Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio)
recebeu nesta semana a primeira parcela do recurso que será aplicado na implantação
do Centro de Treinamento em Manejo Florestal do Pará. A parcela, no valor de
1,3 milhões, é proveniente das concessões florestais federais existentes no
Estado e foi repassada pelo Serviço Florestal Brasileiro, instituição
governamental que gerencia as concessões florestais federais.
O Centro de Treinamento
objetiva a capacitação de pessoal e a realização de pesquisas e extensão
voltadas ao setor florestal no Pará. “A ideia é que ele beneficie o público com
ações de treinamento para o manejo florestal, seja ele madeireiro ou não
madeireiro, e até mesmo a restauração. O Centro propõe também a produção de
conhecimentos e de novas práticas que sejam mais um elemento de desenvolvimento
para o setor florestal no Pará”, conta Iranilda Moraes, geógrafa e técnica do
Ideflor-bio.
O Centro já possui uma
área destinada no município de Juruti, na região do Baixo Amazonas. A área, de
34 mil hectares, foi definida pelo Decreto Estadual Nº 105, de 2011, o qual
previa a sua implantação. Segundo Iranilda Moraes, esse é um espaço propício,
pois fica no conjunto de glebas Mamuru Arapiuns, onde o Estado já possui cerca
de 150 mil hectares de florestas sob concessão geridas pelo Ideflor-bio, 100
mil hectares previstos para novas concessões; além de áreas de manejo privado e
cerca de 350 mil hectares destinados para o manejo comunitário, em
assentamentos.
“Considerando o contexto
em que ele está inserido, as ações do Centro serão ofertadas para um público
diverso: as empresas do setor privado que trabalham no setor florestal; as
comunidades e pessoas que vivem do manejo florestal comunitário; além de ONGs, terceiro
setor, o público universitário e outros públicos que, mesmo não diretamente em
atividades de manejo, estejam relacionados com o setor florestal”, acrescenta
Iranilda Moraes.
Empreitada – Com o
recurso, o Ideflor-bio dará início ao processo de implantação do Centro, que
deve estar em funcionamento já em meados de 2020. “O primeiro passo é a
realização de pesquisas para a consolidação do Plano Gestor, o qual apresentará
um diagnóstico que norteará as bases de funcionamento do Centro e suas linhas de
atuação”, explica a geógrafa.
Nos próximos passos, a
serem realizados ainda em 2019, estão previstos a construção do projeto básico
executivo, com a infraestrutura e também o aparelhamento do Centro, com
equipamentos e pessoal especializado.
Uma segunda parcela do
recurso voltado a construção do Centro de Treinamento deve ser repassada ao
Ideflor-bio em 2019. Além disso, outras fontes de recursos financeiros, humanos
e técnicos ainda serão captadas por meio de parcerias com outras instituições
públicas e privadas.
“Queremos garantir que o
Centro, para além da implantação, funcione em curto, médio e longo prazo, pois
o nosso estado carece de instituições e espaços para o treinamento do setor
florestal. Não dá para falarmos de desenvolvimento sustentável do setor
florestal sem oferecer oportunidades de capacitação, treinamento e melhoria da
mão de obra e da gestão e o Centro busca ser uma das formas de suprir essas
necessidades”, assevera a técnica do Ideflor-bio.
Fonte/Foto: Dilermando
Gadelha – Agência Pará


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