O QUE O PARAENSE PAGA NA CONTA DE ENERGIA
Entenda como é definida a tarifa de energia e de que
forma são distribuídos os valores do serviço
Para saber tudo que é pago
na conta de energia, é importante entender toda a sua composição e os atores
envolvidos para o cálculo do valor final que chega para os clientes. A tarifa
de energia é definida pela agência reguladora do setor elétrico: a Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que anualmente define o percentual de
reajuste de cada distribuidora do País. Para isso, além da parcela da distribuidora,
são levados em consideração os custos da compra de energia, transmissão e
encargos setoriais.
Três dos mais expressivos
itens que compõe a fatura estão relacionados a compra de energia, transmissão e
encargos setoriais. Eles correspondem a 44,4% de uma conta.
Vamos entender como
funciona cada um deles:
COMPRA DE ENERGIA: a Celpa
e todas as concessionárias de energia elétrica do país compram energia para
distribuir e não escolhem de qual fonte geradora vão adquirir essa energia.
Essa compra é feita por meio de leilões, realizados pelo Governo Federal. E a
energia adquirida pode ser de diversas fontes de geração como a hidráulica,
eólica e a proveniente de termelétricas, que chega a custar até 10 vezes mais.
Para colocar em termos
práticos o item compra de energia, vale destacar o caso da Usina de Tucuruí.
Ainda que uma fatia da nossa energia seja oriunda da hidroelétrica situada no
Pará, a maior parte vem de centenas de usinas (termoelétricas e hidroelétricas)
localizadas nas diversas regiões do Brasil, visto que o sistema nacional é
interligado.
Dessa forma Tucuruí também
abastece outros Estados. É por isso que o preço da energia do Pará pode ser
afetado pelas secas que costumam ocorrer em outras regiões do país. Isso tudo
faz parte do que é chamado de Sistema Interligado Nacional (SIN).
A Celpa não determina como
funciona o modelo do setor elétrico nacional. Isso é uma atribuição do Governo
Federal.
TRANSMISSÃO: já os custos
com transmissão de energia elétrica são aqueles relacionados ao transporte da
energia desde as usinas geradoras, passando pelos sistemas de transmissão até
chegarem aos sistemas de distribuição.
ENCARGOS SETORIAIS: são
valores cobrados por determinação legal para o desenvolvimento do setor
elétrico e para subsidiar as políticas energéticas do Governo Federal. Um exemplo
é o P&D, que é o encargo destinado a fomentar a Pesquisa e o
Desenvolvimento e a Eficiência Energética. Outro exemplo é o CDE, que subsidia
o Programa Tarifa Social de Energia Elétrica, que dá descontos na conta da
população baixa renda.
ILUMINAÇÃO PÚBLICA É 5,7%
DA CONTA
Além de todos os tributos
que são cobrados na conta de energia, a Celpa também atua como um agente
arrecadador da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que equivale, em
média, -a 5,7% da conta. Esses valores são definidos e aprovados pela Câmara
Municipal. A Celpa funciona apenas como agente arrecadador, ou seja, recolhe o
que é pago na conta de energia e repassa integralmente às prefeituras
municipais, que são as responsáveis pela ampliação e manutenção de todo o
sistema de iluminação dos municípios.
OS IMPOSTOS CORRESPONDEM A
27,5% DA CONTA DE ENERGIA
Vale também ressaltar que
do valor total de uma conta de energia, 27,5% são destinados ao pagamento de
impostos. Um exemplo é o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
(ICMS), repassado integralmente ao Estado.
O PIS e o COFINS, que são tributos cobrados pela União para manter
programas voltados ao trabalhador e programas do Governo Federal, também são
repassados de forma integral aos órgãos e instituições competentes.
DO TOTAL DA CONTA DE
ENERGIA, 22,4% FICAM COM A CELPA
Para a Celpa, do total que
é pago nas contas mensais, apenas 22,4% fica para a concessionária manter as
suas atividades e realizar os investimentos necessários para melhorias no
serviço. Esse percentual é o que a concessionária utiliza para a construção de
subestações, otimização da rede de distribuição e atendimento, remuneração de
colaboradores e outras ações para garantir qualidade no serviço.
Fonte: Celpa
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