MAIS UM... OUTRO PROCESSO CONTRA DUCIOMAR
Pela enésima vez, o
Ministério Público Federal denunciou o ex-prefeito de Belém do Pará Duciomar
Costa por fraude, associação criminosa e corrupção passiva. Agora é por causa
das obras do Portal da Amazônia, Macrodrenagem da Estrada Nova e BRT, que
começaram há doze anos e até hoje permanecem inacabadas. Os esquemas foram
desvendados a partir de colaboração premiada de Edson Evangelista e Itamar
Vilaça de Oliveira, executivos da Andrade Gutierrez, construtora que ganhou
todas as licitações e também assinou acordo de leniência com o MPF. Através de
depoimentos, documentos e planilhas ficou comprovado o pagamento de propinas
aos ex-secretários municipais Sérgio Pimentel, Fernando Mendes Pereira e
Natanael Alves Cunha, a mulher do ex-prefeito, Elaine Baía e sua cunhada, Ilza
Baía, os ex-servidores municipais Suely Cristina Mouta Pinheiro e Leoni Aguiar
Gomes Júnior, e os empresários Márcio Barros Rocha e Célio Araújo de Souza,
todos denunciados também pelos procuradores da República Alan Mansur e Ubiratan
Cazetta.
O modus operandi
funcionava assim: a própria empreiteira teve a ideia de construir a orla e a
propina ao prefeito e sua entourage era apelidada de "fundo
político", sendo que 7% do total iam direto para Duciomar. Os valores eram
incluídos em contratos particulares de locação de equipamentos entre a Andrade
Gutierrez e a Metrópole, uma das muitas empresas de fachada criadas pelo
alcaide em nome de laranjas.
O contrato Orla de Belém
foi assinado em maio de 2006 com o valor inicial de R$ 125,2 milhões. Após 11
termos aditivos, ao final do segundo mandato de Duciomar a obra já custava R$
148,4 milhões.
A segunda fase do projeto
da Orla de Belém foi batizada de Macrodrenagem da Estrada Nova e previa a
execução de obras e serviços de drenagem, vias, águas e esgotamento sanitário.
O contrato inicial era de R$ 145,5 milhões, mas nove aditivos elevaram os custos
para R$ 154 milhões.
O BRT também foi uma
brilhante ideia da Andrade Gutierrez, alegremente aceita pelo alcaide, cujo
valor inicial era de R$ 391,9 milhões, mas com três termos aditivos os custos
logo pularam para R$ 397 milhões.
A nova denúncia do MPF foi
recebida pelo juiz federal Rubens Rollo D'Oliveira, que retirou o sigilo do
processo. Só pelas investigações da operação Forte do Castelo, Duciomar Costa
já responde a seis ações criminais e a seis ações de improbidade. O processo nº
32941-45.2018.4.01.3900 tramita na 3a Vara Federal do Pará.
Fonte/Foto: Franssinete
Florenzano


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