JOVENS CRIAM PROJETOS DE GERAÇÃO DE RENDA PARA COMUNIDADES RIBEIRINHAS E INDÍGENAS NO PA




Projetos são resultados da capacitação do ‘Beiradão de Oportunidades'. Cinco deles foram premiados.
Jovens de comunidades ribeirinhas e indígenas de Santarém, no oeste do Pará, chegaram ao final de mais uma capacitação do projeto “Beiradão de oportunidades”, que incentiva a criatividade e inovação para criação de negócios nas comunidades. Os jovens apresentaram projetos e cinco deles foram premiados na manhã deste sábado (15).
Depois de seis meses de trabalho, os jovens podem começar a colocar em prática os projetos. Os esforços podem finalmente se transformar em benefícios para eles e para o local vivem.
“Alguns deles enfrentaram onze horas para chegar aqui de barco para apreender sobre criação de startups, logo, marca, modelo de negócio. A criação dos projetos é um incentivo da permanência deles na comunidade com geração de renda familiar”, explicou a educadora Luana Silva.
Jovens apresentaram projetos criados durante o "Beiradão de oportunidades", que podem se transformar em benefícios para as comunidades onde moram — Foto: Projeto Saúde e Alegria Jovens apresentaram projetos criados durante o "Beiradão de oportunidades", que podem se transformar em benefícios para as comunidades onde moram — Foto: Projeto Saúde e Alegria
Jovens apresentaram projetos criados durante o "Beiradão de oportunidades", que podem se transformar em benefícios para as comunidades onde moram — Foto: Projeto Saúde e Alegria
O "Beiradão de Oportunidades" foi lançado em 2013 e busca realizar atividades que estimulem o jovem ou adolescente a pensar no seu futuro, a planejar, provocando mudanças de atitude. É organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) e conta atualmente com o apoio da Fundação Cáritas Suíça e colaboração da Fundação Konrad Adenauer.
O coordenador do programa de empreendedorismo do Projeto Saúde e Alegria, Paulo Lima, ressaltou que os jovens podem montar negócios de forma criativa, conforme as necessidades de cada local, de forma sustentável.
“Essa juventude é muito criativa, e naquele momento da vida em que a gente está com muitas dúvidas sobre o futuro, é o momento apropriado para pensar os problemas que temos na nossa região na relação entre campo e mercado, e, pensar soluções de uma forma muito livre e criativa”, disse.
Ian Tavares, da Aldeia Camará, vai reunir a produção dos artesões indígenas locais e vender na internet. De acordo com ele, o espaço de geração de renda também oportunizará a valorização da cultura.
“A gente projetou uma empresa de fabricação e venda de produtos artesanais indígenas. A intenção é disseminar a cultura dos povos tradicionais e gerar renda”, disse.
Já o empreendimento de Daiana Pereira, de São Pedro, na região do Rio Arapiuns, foi o desenvolvimento de um instrumento de colheita de mandioca: “Ela é feita de madeira e assim vai ajudar o agricultor a extrair a mandioca sem ter problema na coluna. Eu sou uma colhedora e eu sofro com esse problema e não só eu como todos sofrem e eu fiz isso para minha comunidade e quem sabe expandir isso para o mundo”, explicou.
Assim como eles, outros jovens da 10ª turma do curso desenvolveram projetos para aumentar a produtividade nas comunidades. Foram criados 12 projetos de empreendedorismo nas áreas da meliponicultura, artesanato e agricultura. Os cinco melhor avaliados vão receber apoio financeiro e assessoria para dar continuidade aos seus negócios.
Projetos selecionados:
1º lugar: Hortagro – Verduras saudáveis.
2º lugar: Arnai – Artesanato Natural Indígena
3º lugar: Mani – Escola da mandioca
4º lugar: Caipiró – Galinhas e ovos
5º lugar: Velomaq- Colheita de mandioca

Fonte/Foto: G1 Santarém/Projeto Saúde e Alegria

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