PARÁ: POLÍCIA PRENDE 4 POR FRAUDES NA SEDUC; 3 SÃO SERVIDORES DA SECRETARIA
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| Prédio da SEDUC em Belém, onde a quadrilha agia. |
Confira o nome dos 3 servidores da Seduc e da empresária presos
por envolvimento no crime
A
Polícia Civil do Pará prendeu 4 pessoas acusadas de fraudes na Seduc
(Secretaria de Estado de Educação): uma empresária e 3 servidores do órgão.
A
quadrilha, cuja prisão ocorreu na manhã de ontem, 7, já estava sendo
investigada desde o ano passado, depois de apuradas, pela própria Seduc,
denúncias de irregularidades na compra de produtos de papelaria.
Com
a descoberta do golpe, a compra acabou não sendo consumada.
Os
3 servidores – que estão respondendo a processo administrativo na Seduc –
manipularam a compra de produtos de expediente e de uso pedagógico, que seriam
distribuídos às escolas, simulando a entrega dos produtos com documentos
falsos.
A
ação fraudulenta foi apurada pela Ouvidoria da Seduc e as informações
repassadas à Polícia Civil, que abriu um inquérito, culminando com as 4
prisões.
Foram
presos:
–
Gleyciane Nascimento da Gama, empresária;
–
Norma Coeli Miranda de Almeida de Moura, diretora da Unidade Regional e
Educação (URE) de Castanhal;
–
Luis Miguel Galvão Queiroz, ex-assessor da Seduc, e
–
Sônia Maria de Souza, chefe do almoxarifado da Seduc.
Os
acusados articularam com a empresária o pagamento de faturas, mediante notas
fiscais falsas, da venda dos produtos adquiridos pela secretaria, que não eram
entregues ao almoxarifado.
PREJUÍZOS
“A
Seduc tem sido diligente na apuração de fatos dessa natureza para sanear a
administração do órgão. Processos Administrativos têm sido abertos para
investigar desvios que implicam prejuízos aos cofres públicos à administração
escolar”, diz a ouvidora da Seduc, Patrícia Miralha.
As
investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Defraudações
Públicas, vinculada à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), e o
inquérito foi presidido pelo delegado Carlos Eduardo Vieira.
A
polícia constatou que a fraude envolvia valor superior a 600 mil reais.
As
prisões e buscas foram autorizadas pelo juiz Jackson José Sodré Ferraz, da 2ª
Vara Penal de Icoaraci, e as ordens cumpridas também pela Polinter e pela
Superintendência da Polícia Civil de Castanhal, na manhã desta quarta-feira, 7,
em Castanhal e Belém. Os presos serão interrogados e seguirão para o Sistema
Penal (Susipe), onde ficarão à disposição do Judiciário.
Fonte/Foto: Jeso Carneiro, com informações
da Agencia Pará


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