CRUZAMENTO DE DADOS REVELA: 1.600 ELEITOS EM 2016 GANHAM BOLSA FAMÍLIA
Pela
primeira vez desde que foi lançado, há 12 anos, o Bolsa Família zerou este mês
a fila de beneficiários. E olhem que a lei nº 10.836/2004, que o instituiu, diz
que o programa tem por finalidade a “unificação” do PNAA (Programa Nacional de
Acesso à Alimentação), criado pelo governo Lula com programas de FHC, entre
eles o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Auxílio-Gás e Cadastramento Único do
Governo Federal. Ou seja, faz muito mais tempo, na prática.
Todos
esses anos, gente inescrupulosa que não precisa de ajuda recebia os recursos
públicos, tirando literalmente um prato de comida de pessoas necessitadas que
sobrevivem em situação de miséria. É o caso de donos de carrões milionários e de mansões, como o TCU descobriu
no ano passado, e de políticos com mandato, conforme atestou o TSE.
Agora,
por exemplo, o cruzamento de dados do TSE com o cadastro de beneficiários do
Bolsa Família permitiu detectar 1.600 políticos eleitos em 2016 que recebem o
Bolsa Família. São cinco prefeitos, 25 vice-prefeitos e 1.570 vereadores de
1.265 cidades brasileiras. Em Rondolândia (MT), prefeito e vice eram do
programa. A constatação deveria ser o suficiente para que perdessem tanto o
Bolsa família quanto o mandato. Mas no Brasil existem bandidos e
bandidos...
O
Bolsa Família foi criado para brasileiros em situação de extrema pobreza. A
renda familiar per capita tem que ser inferior a R$ 170 mensais para participar
do programa. Caso ainda seja inferior a R$ 85 por pessoa, há um auxílio extra,
variável, que funciona assim: um primeiro valor pago é R$ 85. A cada filho de 0
a 15 anos matriculado na escola, a família recebe mais R$ 39, sendo possível
cadastrar até 5 filhos ou dependentes. Além disso, as famílias recebem mais R$
46 por cada adolescente entre 16 e 17 que esteja em dia com os estudos. Nesse
caso, é permitido cadastrar até 2 jovens no programa para receber o auxílio.
Fonte: Franssinete Florenzano, em uruatapera.blogspot.com.br

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