BASTIDORES DA POLÍTICA NO AMAZONAS: A NOTA TÉCNICA DA AFEAM
Uma
nota técnica emitida no início da noite pela Agência de Fomento do Amazonas (Afeam),
explica a decisão atacada pelo Ministério Público de Contas (que resultou no
bloqueio de bens de sua diretoria pelo TCE) - as bases que nortearam as
aplicações realizadas no Fundo de Investimento e Participações (FIP Expert),
lastreadas em debêntures emitidas pela empresa TransExpert S.A .
A
nota é técnica demais para o leitor comum compreender, mas em síntese mostra
que as aplicações foram feitas com base em "Resolução do Banco Central do
Brasil,que autoriza a aquisição de cotas
de fundos de investimento".
Foi
considerado ainda pela Afeam o registro da TransExpert S.A na Comissão de
Valores Mobiliários e "relatório de sua avaliação como emissora das debêntures (Valuation), além
de garantias reais (patrimônio de R$ 200 milhões) e aval dos sócios". Portanto,
investimento legal. Mas que se revelou de alto risco.
Num
primeiro momento não há a certeza de perdas, dadas as ações que a Afeam move
contra a TransExpert. O problema é o passivo dos sócios, que segundo o MPC possuem restrições nos órgãos
de proteção ao crédito. Se as coisas vão
mal para os sócios, vão mal para
a TransExpert e indicam prejuizos para
os investidores.
A
empresa também é acusada de participação em esquema de corrupção envolvendo o
ex-governador do Rio, Sérgio Cabral.
Tudo isso somado torna o fundo um sumidouro.
Não
há aplicação sem risco, mas nesse caso o risco
da Afeam é ter colocado R$ 20 milhões em uma máquina de triturar
dinheiro público, ainda que aplicado de boa fé.
Fonte: Portal do Holanda

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