SANTARÉM-PA: APÓS EXPLOSÃO EM BARCO, CAPITANIA PEDE QUE PASSAGEIROS DENUNCIEM
Transporte de cargas perigosas e passageiros no mesmo espaço é
proibido.
Fiscalizações devem ser feitas para evitar novos acidentes.
Cinco
dias após uma embarcação que transportava combustíveis explodir em um porto
próximo à Vila Arigó, a Capitania Fluvial em Santarém, oeste do Pará, ressalta
que a flexibilização do transporte de combustíveis está mantida e que não hã
necessidade de mudança na norma. Para embarcações de dois conveses, o
transporte é permitido desde que ele vá acondicionado no convés principal e os
passageiros no convés superior. No caso daquelas que só tem um convés, o
combustível deve ser armazenado na proa ou na polpa. A Capitania pede que
passageiro colaborem com as fiscalizações denunciando as irregularidades.
Segundo
o comandante da Capitania Fluvial, Capitão Ricardo Barbosa, atendendo a uma
necessidade local, o transporte de passageiros e combustíveis não será
desvinculado, mas deve ser feito com o devido cuidado, respeitando o que
determina a normativa. Denucnias podem ser feitas pelo número: 3522- 2870.
“Queremos na verdade reforçar os procedimentos
de segurança, talvez conversar um pouco mais com a população para que casos
como esses do acidente, sejam comunicados a capitania para que a gente possa
fazer uma inspeção. Caso o passageiro desconfie de alguma irregularidade ele
pode também contribuir entrando em contato com a capitania”, ressalta o capitão
Ricardo Barbosa.
Ainda
segundo o comandante, todas as embarcações devem passar pelos procedimentos de
inspeção naval, aonde são verificados outras questões como a documentação e
excesso de passageiros. “Nestas fiscalizações a gente verifica tudo a
documentação da embarcação, habilitação e quantidade de tripulantes e
verificamos também, que tipo de carga está sendo transportada e se está bem
acondicionada na embarcação”.
Transporte de combustíveis
Uma
norma regional da capitania fluvial queria desvincular de vez, o transporte
desses produtos com o transporte de passageiros, mas houve uma flexibilização
da norma para atender a realidade sócio econômica dos ribeirinhos que precisam
transportar combustível e botijões de gás nos barcos que fazem linha de
Santarém para as comunidades.
Ficou
acordado que cargas perigosas sejam transportadas em embarcações em convés
separados de passageiros, ou seja em dois conveses.
Segundo
a normativa, para o transporte de combustível não há uma limitação na
quantidade desde que sejam atendidos os critérios corretos de acondicionamento
da carga. “As embarcações de dois conveses o transporte de combustíveis é
permitido desde que ele vá acondicionado no convés principal em recipientes
adequados e que estão em local arejado para evitar a concentração de gases. Os
passageiros devem ir no convés superior”, explica o comandante.
Para
embarcações menores, ou seja, que só tem um convés, há a flexibilização da
norma. O combustível deve ser armazenado na proa ou na polpa da embarcação em
local arejado e os passageiros no interior dos barcos.
No
caso dos botijões de gás, há uma limitação. Eles devem ser armazenados avante
ou a ré dos passageiros ficando longe também da fiação elétrica, motores e a
luz solar, sendo terminantemente proibido de serem transportados nos porões.
Embarcações até 10 de arqueação bruta são três botijões. Para aquelas entre 10
e 20 de arqueação está liberado sete botijões e para aquelas que estejam acima
disto só permitido transportar 10 botijões.
Investigações
Ainda
de acordo com o comandante, a embarcação, que tinha 22 metros de comprimento,
possuía dois conveses e estava autorizada a fazer o transporte de combustíveis,
desde que o armazenamento das cargas fosse feito no convés principal - o mais
baixo e aberto de uma embarcação para que a ventilação possa dissipar os gases
provenientes do combustível e os passageiros no convés superior.
Um
Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação foi aberto para
apurar a causa do acidente. Segundo informações repassadas à TV Tapajós, o
barco transportava aproximadamente 800 litros de combustível. O armazenamento
irregular pode ter sido a causa do acidente. “Estamos notificando as
testemunhas, tripulantes e passageiros para que eles compareçam à Capitania
para serem ouvidos e vamos realizar também a perícia no local”, conclui Ricardo
Barbosa.
Fonte/Foto: Weldon Luciano - G1 Santarém/Reprodução
TV Tapajós

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